Depois de quase uma década longe da direção, Gore Verbinski volta com força total e entrega um título que já soa como aviso de sobrevivência: Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra.
Ele mistura ação, humor e terror tecnológico como quem prepara um drink forte demais e parece funcionar.
Quando a IA resolve dominar tudo
Sam Rockwell surge como o clássico mensageiro do futuro devastado. A inteligência artificial dominou tudo e ele decide resolver isso recrutando desconhecidos numa lanchonete de madrugada.
Entre os convocados estão Juno Temple, Zazie Beetz e Michael Peña.

A garota que odeia Wi-Fi
Vivida por Haley Lu Richardson, Ingrid sofre fisicamente com tecnologia. Em um mundo movido a tela, ela vive deslocada, tentando sobreviver ao 5G.
O relacionamento com Tim (Tom Taylor) começa doce e não termina muito bem, quando ele se perde em uma realidade virtual.
Comparada aos papéis mais leves que fez em The Edge of Seventeen e Columbus, Richardson entrega aqui uma transformação radical.

Um plot twist corajoso
Revelações sobre a personagem Ingrid terão bastante impacto, mas o filme constrói a conexão com calma, deixando pistas emocionais no caminho.
Enquanto algoritmos calculam probabilidades, Ingrid escolhe agir. E essa escolha pesa bastante para desdobramentos do filme.
O final deixa espaço para debate. Mas a jornada dos personagens fazem toda a diferença.