O tão aguardado live action de Branca de Neve pelas mãos da Disney finalmente chega aos cinemas brasileiros hoje (20). O longa adapta a animação mais famosa e antiga do estúdio, trazendo algumas novidades para adequar a história à atualidade. Mantendo-se fiel à sua essência, a trama acompanha a princesa em sua fuga e luta contra a Rainha Má.
Aos ávidos fãs da animação de 1937, assistir ao longa certamente será uma experiência recheada de surpresas. Majoritariamente, as surpresas são boas, para a alegria e alívio de todos que acompanharam as polêmicas durante o desenvolvimento da produção. A história de Branca de Neve é aprofundada, de forma que podemos finalmente entender como ela se torna uma criada em seu próprio palácio (com uma trama mais lógica e satisfatória que “a Rainha percebeu sua beleza”). Além disso, reino como um todo é mostrado com mais detalhes e ganha personagens que o humanizam. E, finalmente, temos uma versão onde Branca de Neve não aceita comida de estranhos sem motivo nenhum!
Por sua vez, os anões também ganharam algumas atualizações. O Dunga agora é apresentado mais como uma figura inocente, atrapalhada e tímida que como o personagem burrinho que o original apresentava. Ademais, Mestre e os outros anões também tiveram suas personalidades aprofundadas e ligeiramente atualizadas. O príncipe, por outro lado, é totalmente modificado. Primeiramente, o príncipe Florian é totalmente retirado da história e substituído por Jonathan, um rebelde que luta por sua sobrevivência. O relacionamento do rapaz com a princesa de fato é desenvolvido, apesar de ainda ser apressado demais. Dessa forma, algumas mudanças são excelentes e agregam muito à narrativa, enquanto outras parecem simplesmente forçadas para chamar a atenção das novas gerações. E, aqui, vale ressaltar que as crianças certamente irão se apaixonar por essa versão.
Branca de Neve é um misto de grandes acertos com tristes falhas
Em termos técnicos, o longa traz caracterização impecável, com exceção do cabelo de Rachel Zegler que é simplesmente curto demais e acaba desfavorecendo a beleza da atriz (e a deixa parecendo o Beiçola). Com uma alta carga de CGI, o visual do filme surpreende: apesar de a transformação da Rainha em Bruxa Má deixar a desejar, os animais e anões se destacam muito. Além disso, é inegável que os anões são um dos grandes pontos altos da produção. Vale adicionar que outro grande destaque fica com os atos musicais, que são lindamente executados. Ainda assim, ao longo de alguns deles é impossível não perceber que algumas composições parecem pensadas para viralizar no TikTok.
Por fim, falar do elenco de Branca de Neve é dificílimo. Isso porque todos os atores visivelmente entregam seu melhor e se dedicam ao máximo aos seus papeis, mas alguns detalhes simplesmente não combinam com a trama. Rachel Zegler não consegue manter a doçura e inocência da princesa quando a confiança da personagem cresce. Por outro lado, Gal Gadot é a Rainha Má perfeita, até que em um dos atos musicais sua voz traz uma sonoridade que a faz parecer mais uma vilã juvenil do colegial. Por fim, após a decisão de fazer os anões em CGI, a Disney ainda tropeça com a decisão de não trazer todos os 7 personagens com a voz original de atores anões.
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