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Mostra “A Leoa Vai à Caça” destaca diretoras gaúchas

A Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, recebe a primeira edição da mostra “A Leoa Vai à Caça”, dedicada ao cinema produzido por realizadoras do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o evento acontece entre os dias 12 e 15 de março e terá entrada gratuita para todas as sessões. Durante esse período, o público poderá assistir a curtas, médias e longas-metragens dirigidos por mulheres. Além disso, a programação também inclui um debate sobre políticas públicas voltadas ao audiovisual feminino, ampliando a discussão sobre o espaço das mulheres no cinema.

Mostra reúne diferentes gerações de cineastas

A curadoria do evento aposta na diversidade e reúne obras de 15 diretoras gaúchas. Entre os nomes presentes estão Ana Luiza Azevedo, Cristiane Oliveira, Camila de Moraes, Liliana Sulzbach, Flávia Moraes, Mirela Kruel e Patrícia Ferreira Yxapy. Os filmes atravessam diferentes estilos e períodos do cinema regional. Dessa forma, a mostra cria um panorama interessante da produção audiovisual feminina no estado, conectando gerações e estilos distintos.

Homenagem à pioneira Ítala Nandi

A primeira edição da mostra presta homenagem à diretora e atriz Ítala Nandi. Ela foi a primeira cineasta gaúcha a dirigir um longa-metragem no Rio Grande do Sul. Seu documentário In Vino Veritas (1981) abre a programação do evento. O filme revisita a história da imigração italiana em Caxias do Sul e mistura memórias pessoais com investigação histórica. Além disso, o título da mostra se inspira em um projeto cinematográfico não concluído da diretora.

Programação reúne ficção, documentário e histórias marcantes

Durante o evento, o público poderá assistir a produções que exploram temas variados e abordagens criativas. Um dos destaques é Mulher do Pai (2015), dirigido por Cristiane Oliveira, que acompanha a relação intensa entre um pai e sua filha adolescente em uma região de fronteira. Outro filme importante é Antes que o Mundo Acabe (2009), de Ana Luiza Azevedo, que retrata os dilemas da adolescência e a busca por identidade.

Histórias reais também marcam presença

O documentário também tem um papel forte na programação. Um exemplo é O Último Poema (2015), de Mirela Kruel, que explora a correspondência entre Helena Maria e o poeta Carlos Drummond de Andrade ao longo de 25 anos. Já O Caso do Homem Errado (2017), de Camila de Moraes, encerra a mostra com uma investigação poderosa sobre a morte do jovem operário Júlio César de Melo Pinto em Porto Alegre, nos anos 1980.

Debate discute o futuro das mulheres no audiovisual

Além das sessões de cinema, a mostra promove um encontro especial para discutir o espaço feminino na indústria audiovisual. O debate “Políticas públicas para mulheres no audiovisual” reúne diretoras participantes e a diretora do Instituto Estadual de Cinema, Sofia Ferreira. A conversa busca refletir sobre os desafios enfrentados por mulheres na área e pensar caminhos para ampliar oportunidades no setor.

Uma celebração da força feminina no cinema gaúcho

“A Leoa Vai à Caça” nasce com o objetivo de valorizar o trabalho de diretoras que ajudaram a construir o cinema no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, a mostra também destaca novas vozes do audiovisual. Assim, o evento cria um espaço de encontro entre passado e presente, revelando histórias, talentos e perspectivas que ajudam a fortalecer o cinema feito por mulheres.

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