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O que o filme Wicked herdou, e manteve mágico, do musical da Broadway

A adaptação de Wicked da Broadway para o cinema manteve o coração dramático do musical: a amizade conflituosa entre Elphaba (Cynthia Erivo) e Glinda (Ariana Grande), a ambientação no universo anterior à chegada de Dorothy e as canções centrais que marcaram gerações. O filme dirigido por Jon M. Chu preserva números emblemáticos como Defying Gravity, e a estrutura básica da trama; Elphaba chegando a Shiz, o preconceito por sua pele verde e a ascensão para a lenda da Bruxa Má, garantindo ponte com o público teatral.

As diferenças, porém, são deliberadas e largas: o filme expande origens, personagens e cenários para aproveitar o espaço cinematográfico. Sequências de bastidores e flashbacks dão maior ênfase à infância de Elphaba, enquanto cenas e personagens novos, e a remodelação de alguns já conhecidos, ampliam a mitologia além do que o palco permite. Além disso, a decisão de fracionar a história em dois filmes oferece tempo para desenvolver arcos que o espetáculo de teatro enfileira de forma mais compacta. Essas escolhas buscam tanto atender fãs como atrair espectadores que descobrem Wicked pela primeira vez na tela do cinema.

Musicalmente, o filme respirou de maneira diferente: canções clássicas são mantidas, mas ganharam sequências estendidas e novos interlúdios; notadamente a versão ampliada de Defying Gravity, que no cinema foi esticada com mais ritmo dramático e bloqueios visuais impossíveis no palco. Ao mesmo tempo, a produção incorporou passagens e inspirações do romance original de Gregory Maguire, criando uma via de diálogo entre livro, musical e filme que enriquece a narrativa.

No ritmo e na encenação, o cinema permitiu aproximações íntimas que mudam o tom de algumas cenas: olhares, closes e cenários digitais tornam emoções antes sugeridas pela atuação coletiva em algo literal e detalhado. Essa mudança agradou parte do público, que viu acentuação emocional, mas frustrou outros, nostálgicos pelo efeito imediato e visceral do teatro ao vivo, onde a energia da plateia e a economia dramática têm papel decisivo.

As expectativas para Wicked: Parte II, que estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 20 de novembro de 2025, são altas. O segundo capítulo promete resolver arcos deixados em aberto, explorar consequências das escolhas das protagonistas e entregar números musicais ainda mais ambiciosos, além de possíveis surpresas canônicas e visuais que só o cinema consegue alcançar. A presença confirmada do elenco principal nas ações de divulgação e a promessa de ampliar a mitologia e o espetáculo colocam a sequência como um dos lançamentos mais aguardados do ano. Assista ao trailer aqui:

No fim, a adaptação cinematográfica de Wicked mostra que fidelidade e reinvenção podem coexistir: o filme honra o material de origem ao mesmo tempo em que se apropria da linguagem do cinema para contar a mesma história com novos ritmos, imagens e detalhes, uma transposição pensada para quem ama o musical e para quem o descobrirá nas salas escuras.

Para mais notícias relacionadas a Wicked: Parte II e outras matérias de cultura pop, acesse a página principal da Black Company!

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