Foi confirmado que o documentário Pele de Vidro terá sua estreia nos cinemas brasileiros no dia 19 de março de 2026. A obra possui direção de Denise Zmekhol e conta com a distribuição da Autoral Filmes.
A proposta do filme é de ser uma meditação cinematográfica, poética e pessoal sobre mudanças, desigualdades sociais e perdas. Pele de Vidro acompanha a jornada da cineasta Denise Zmekhol ao descobrir que o edifício mais famoso de seu falecido pai – um arranha-céu modernista de vidro no coração de São Paulo – está ocupado por centenas de moradores sem-teto. Entrelaçando delicadamente o pessoal e o político, Pele de Vidro é uma reflexão profunda e comovente da evolução do Brasil durante épocas de escuridão, transformação e renascimento.
O longa passou por mais de 60 festivais ao redor do mundo e recebeu 13 prêmios, incluindo melhor longa documental em festivais de arquitetura na França, Itália, Espanha e Suécia. Recebeu também o prêmio do público no Mill Valley Film Festival (EUA) e menção honrosa no Ischia Film Festival (Itália).
“Em 2017, depois de duas décadas como imigrante nos Estados Unidos, fico sabendo de uma controvérsia no Brasil sobre a obra mais famosa de meu pai”, relembra Denise Zmekhol. O Pele de Vidro, como é conhecido o edifício Wilton Paes de Almeida, é uma criação do arquiteto Roger Zmekhol (1928-1976). “O espaço estava ocupado por algumas centenas de moradores sem-teto. A notícia reabre portas há muito tempo fechadas para um pai que perdi muito cedo. Determinada a me reconectar com meu pai, retorno ao Brasil em busca de seus vestígios na torre de vidro, que foi um projeto pioneiro na época”, diz a cineasta.
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