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O Testamento de Ann Lee hoje nos cinemas

O Testamento de Ann Lee: conheça a história que inspirou o filme

O mais novo épico histórico O Testamento de Ann Lee, estrelado por Amanda Seyfried, já estreou nos cinemas brasileiros. Mas, além de tudo, o filme é uma cinebiografia baseada na vida da fundadora e líder do grupo religioso Shakers (Agitadores, em tradução livre), que ganhou esse nome graças ao hábito de seus devotos, que cantavam e vibravam durante as orações. Sua história é retratada em forma de musical e faz uma impressionante recriação histórica da Inglaterra e dos Estados Unidos de 1700.

Além de Seyfried, atriz indicada ao Oscar e vencedora do Emmy e do Globo de Ouro, o time responsável por trazer O Testamento de Ann Lee às telas conta com direção de Mona Fastvold. No roteiro, ela repete a parceria com Brady Corbet, com quem escreveu O Brutalista (2025), que rendeu à dupla a indicação a Melhor Roteiro Original no Oscar. Além disso, as músicas baseadas em cantos originais dos Shakers foram compostas por Daniel Blumberg, compositor vencedor do Oscar e do BAFTA.

O Testamento de Ann Lee, um épico histórico, dramático e musical, já está disponível exclusivamente nos cinemas do Brasil desde de 12 de março.

Quem foi Ann Lee?

Segunda filha mais velha de uma família de oito, Ann Lee nasceu em 1736 em Manchester, na Inglaterra. Porém, sua história com a religião se inicia em 1758, ao se unir aos Não-Conformistas James e Jane Wardley, que pregavam ideias consideradas radicais; especialmente, a de que Deus voltaria como mulher em sua segunda vinda. Eles eram conhecidos como Shaking Quakers, ou simplesmente Shakers. O grupo também acredita em visões divinas, e que cantar e dançar poderia livrar o corpo do pecado.

A vida adulta de Ann Lee foi muito conturbada, marcada por um casamento infeliz, aversão à intimidade física e a morte de seus quatro filhos, todos ainda na infância. Ela também foi presa em 1770 durante uma época de muita perseguição religiosa na Inglaterra, e foi durante este período que ela afirmou receber visões contendo a verdade sobre as religiões. Ann acreditava que a luxúria sexual causou a queda da humanidade e estava impedindo o trabalho de Cristo; assim, apenas por meio de celibato, homens e mulheres poderiam entrar no Reino de Deus.

Além disso, sua visão de Deus mostrava uma natureza tanto masculina quanto feminina. Por isso, quando saiu da cadeia, Lee pregava a rejeição de papéis de gênero, bem como a igualdade social independentemente de gênero ou raça. Estas crenças a tornaram inimiga da Igreja Anglicana, que chegou a interná-la em um hospício. Ao ser julgada, segundo diferentes relatos, ela teria falado entre 12 e 72 línguas diferentes.

Por conta da perseguição, Ann Lee e seus seguidores imigraram para os Estados Unidos, e fundaram sua comunidade em Nova York, batizada de Niskayuna, onde pregavam celibato, busca pela perfeição e pacifismo absoluto. A líder passou a ser conhecida como Mother Ann (Mãe Ann), e chegou a ser considerada como a “versão feminina de Cristo”, já que sua primeira vinda tomou uma forma masculina. Testemunhas afirmaram que a profetisa teria performado diversos milagres, incluindo profecias, cura de doentes pelo toque, e discernimento de caráter por meio da espiritualidade.

Por sua visão extremamente pacifista, os Shakers estavam em eterno conflito com a Guerra da Independência dos americanos. Por conta dos diversos ataques violentos aos quais eles não tinham como revidar, Ann Lee faleceu em 1784, vítima dos ferimentos destas agressões.

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