A próxima edição do Fliaraxá chega com mudanças importantes na programação e um nome de peso como patrono: Milton Santos.
A literatura vai ganhar novos caminhos em Araxá. Com a proposta de atualizar o formato do evento, mas sem perder sua essência, o festival busca aproximar leitores, autores e ideias em um mesmo espaço.

Um novo modelo de programação
O Fliaraxá, que acontece entre os dias 14 e 17 de maio, aposta na edição deste ano em um curadoria mais dinâmica e diversa. A ideia é ampliar o diálogo entre literatura, sociedade e outras áreas do conhecimento.
Dessa forma, em vez de uma programação linear, o evento deve trazer mesas temáticas mais conectadas com debates contemporâneos.
Na prática, o público pode esperar encontros que cruzam fronteiras entre escrita, política, território e cultura. Será uma espécie de mapa vivo de ideias, o que combina perfeitamente com o patrono escolhido.
Milton Santos, o patrono do Fliaraxá
Escolher Milton Santos como patrono não é apenas simbólico. Reconhecido mundialmente, o geógrafo brasileiro dedicou sua obra a entender as relações entre espaço, sociedade e desigualdade.
Seu pensamento continua atual, especialmente em tempos de transformações urbanas e digitais. Dessa forma, ao colocá-lo no centro da edição, o festival indica o tom da edição: reflexivo, crítico e profundamente conectado com o Brasil real.
Fliaraxá: a literatura como espaço de debate
O novo formato reforça o papel da literatura como ferramenta de leitura do mundo. Mais do que lançamentos de livros, o Fliaraxá se posiciona como um espaço de discussão, com temas sociais, políticos e culturais que devem atravessar as mesas e conversas.
O objetivo é transformar o evento em algo além de uma vitrine literária. É ser um lugar onde ideias circulam, provocam e, às vezes, desconfortam. Afinal, ao longo dos anos, o Fliaraxá tem se consolidado como um dos principais festivais literários de Minas Gerais e do país.
O que esperar da 14ª edição do Fliaraxá
Com uma proposta mais contemporânea e um patrono de peso, a expectativa é de uma edição mais plural e engajada. E, para quem acompanha o cenário literário, o recado é claro: o Fliaraxá não quer apenas contar histórias, mas quer ajudar a escrever e interpretá-las.