Fernando de Noronha se transformou em um verdadeiro ponto de encontro do cinema mundial durante o Noronha2B – Film Commission Forum 2026. Em sua terceira edição, o evento reuniu profissionais do audiovisual, cineastas e curadores para discutir o futuro da indústria criativa. Além disso, a programação destacou o tema “Sul Global Sustentável”, que propõe novas conexões entre Brasil, África, Ásia e países da Iberoamérica.
Durante quatro dias, a ilha recebeu debates, exibições de filmes e encontros entre profissionais do setor. Assim, o evento reforçou o papel do Brasil como parceiro estratégico em coproduções internacionais. Ao mesmo tempo, Fernando de Noronha ganhou destaque como um cenário inspirador para o cinema e para discussões sobre sustentabilidade.

Cinema africano lusófono ganha destaque no evento
Um dos momentos mais importantes da programação foi o painel dedicado ao cinema africano lusófono. O encontro reuniu três nomes relevantes da área: os cineastas Fradique e Samira Vera-Cruz, além da curadora Jacqueline Nsiah. Juntos, eles discutiram o crescimento das produções africanas e a importância de ampliar o acesso a essas histórias.
Além disso, o debate abordou como o cinema pode fortalecer identidades culturais e aproximar países que compartilham a língua portuguesa. Portanto, o encontro mostrou que existe um enorme potencial de colaboração entre Brasil e África dentro da indústria audiovisual.
Sessões ao ar livre aproximam público e cinema
Outro destaque do Noronha2B foram as sessões de cinema ao ar livre. O público teve a oportunidade de assistir aos filmes “Ar Condicionado”, dirigido por Fradique, e “Sumara Maré”, de Samira Vera-Cruz. Dessa forma, moradores e visitantes puderam experimentar uma exibição diferente, cercada pela paisagem natural da ilha.
Além disso, essas sessões reforçaram a proposta do evento de aproximar o cinema da comunidade local. Afinal, o audiovisual também é uma ferramenta de conexão cultural. Por isso, assistir a produções africanas em um cenário como Noronha tornou a experiência ainda mais simbólica.
Trocas culturais fortalecem laços entre Brasil e África
Durante os debates, os convidados destacaram como Brasil e África compartilham histórias, influências culturais e experiências sociais. Segundo os participantes, eventos como o Noronha2B ajudam a construir pontes entre esses territórios.
Ao mesmo tempo, os profissionais ressaltaram que ainda existem poucas oportunidades de troca entre as indústrias cinematográficas dos dois lados do Atlântico. Portanto, iniciativas como essa ampliam a visibilidade de cineastas africanos e estimulam novas coproduções internacionais.
Noronha2B reforça o futuro do audiovisual brasileiro
Além de celebrar o cinema, o fórum também discutiu estratégias para fortalecer o audiovisual brasileiro. O evento reuniu representantes de film commissions, produtores e instituições culturais interessados em desenvolver o setor.
Assim, o Noronha2B se consolida como um espaço essencial para a criação de parcerias e novos projetos. Ao conectar diferentes regiões do mundo, o encontro mostra que o futuro do cinema depende de colaboração, diversidade e novas perspectivas.
No fim das contas, o evento prova que o cinema pode atravessar oceanos, aproximar culturas e criar histórias que dialogam com o mundo inteiro. E, sem dúvida, Fernando de Noronha se tornou o cenário perfeito para esse encontro global do audiovisual.