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A Corrida dos 100 metros aborda temas mais profundos que os 10 segundos da prova

A Corrida dos 100 metros aborda temas mais profundos que os 10 segundos da prova

O filme A Corrida dos 100 Metros (Hyakuemu, título original e adaptação do mangá de Uoto - mesmo autor de Orbe: Sobre os Movimentos da Terra) , estreou na quarta-feira (31) no catálogo da Netflix, com a proposta de concentrar a narrativa na prova mais curta do atletismo e que sem sombras de dúvidas, pode separar os humanos comuns dos superatletas. Na trama, temos o encontro de Togashi, um jovem corredor do ensino fundamental que tem um talento natural para corridas, se destacando facilmente dos colegas em sua escola e conhecemos o Komiya, um aluno transferido que aparenta não ter aptidão para prática do esporte, mas que compensa tudo com dedicação, observação e trabalho.
Togashi praticamente se torna o único amigo de Komiya naquela escolha e mais do que isso passando a ser o mentor do novato, mas esse é um daqueles filmes que vai brincar com o destino e num futuro nem tão distante os dois serão rivais.

100 metros rasos para temas mais profundos

A primeira vista pelo título ou sinopse pode parecer que este é mais um filme sobre esportes, mas a trama aborda temas muito mais amplos como dor, superação, emoção, lesão, recordes e motivos para praticar aquilo que você tanto ama.
Togashi era um garoto prodígio no ensino fundamental, mas transitando entre ensino médio, faculdade e vida adulta podemos ver que o sucesso depende dos olhos de quem vê e aqui o rapaz precisa aprender a lidar com um vazio quando só vencer não é mais o suficiente. Falando nessa transição, podemos perceber que o filme também aborda e muito a vida fora das pistas – e se eu não for atleta de elite, o que eu vou fazer da vida? Ou seja, mostra o quanto “a vida comum” e reconfortante para muitas pessoas pode ser perturbadora para quem sempre almejou muito além daquilo.
Já Komiya usa aquela frustração de ser apenas mais um colega de classe do Togashi e leva isso para o restante da vida tentando bater recordes e quebrar novos. Mas aqui no filme não existem vilões e heróis, e os poucos reencontros entre Mestre e Aprendiz aquecem de certa forma o coração de quem assiste, sendo impossível torcer para um ou outro.
Sobre a animação, foi usado a rotoscopia nos momentos de corrida para captar fielmente o esporte, desde os momentos pré-corrida, aquecimento, o contato do pé no solo, o movimento dos braços, enfim, quem assiste literalmente sente-se no meio da disputa. E por outro lado, a obra sabe abandonar esse realismo quando precisa mostrar uma expressão mais caótica dos personagens, como em algumas expressões faciais ao sorrir ou em lágrimas (que foram muitas).

No fim, a abordagem mais psicológica do filme A Corrida dos 100 Metros diferencia de animes esportivos pois aqui o desgaste mental do atleta, o medo de falhar, a obsessão por superar limites e o foco em mostrar os conflitos internos de cada um levam essa obra prima a outro patamar diferente daqueles que focam naquele resultado, no protagonista levando o troféu para casa e todos felizes.

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