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Peaky Blinders: O Homem Imortal, estilo impecável, drama familiar e um final que divide os fãs

Aviso: Esta matéria contém spoilers de Peaky Blinders: O Homem Imortal.

Se você achava que Peaky Blinders já tinha dito tudo, a Netflix resolveu esticar a despedida e entregou um epílogo elegante, sombrio e previsível.

Agora, prepare-se: Cillian Murphy encara Barry Keoghan em um confronto familiar que mistura culpa, poder e decisões ruins. Nada diferente de um jantar em família… versão Shelby.

A série original virou fenômeno por três motivos: estética, trilha moderna e o carisma de Tommy Shelby.

Ainda assim, comparar com The Sopranos pode parecer exagero. Enquanto Tony Soprano explorava camadas psicológicas, Tommy apostava no estilo e no impacto visual.

E funciona muito bem, cada um a seu estilo. Afinal, poucas séries e filmes transformaram homens de boina andando em câmera lenta em algo tão hipnotizante (não esqueça da trilha sonora).

Um filme bonito e sofrido

Peaky Blinders: The Immortal Man (ou Peaky Blinders: O Homem Imortal, como preferir) assume seu papel, o de encerrar a história sem complicar demais.

A direção de Tom Harper mantém tudo visualmente impecável. Já o roteiro de Steven Knight prefere atalhos narrativos.

Tommy Shelby, um homem quebrado

Agora, esqueça o líder imponente. Tommy virou um fantasma de si mesmo.

Isolado, culpado e atormentado, ele escreve memórias enquanto conversa com lembranças, principalmente da filha morta e piora, ele matou o próprio irmão, Arthur. Nada como resolver conflitos familiares…

Duke: o pior herdeiro possível

Menos Tommy e mais Duke, ou melhor, o problema em forma de gente.

Interpretado por Keoghan, o personagem mistura carisma e desespero. Ele quer aprovação de qualquer figura paterna disponível.

E então surge Tim Roth como um vilão sedutor e perigosamente convincente. com um plano mirabolante, destruir a economia britânica com dinheiro falso nazista. Duke topa. Claro que topa.

Enquanto isso, Ada, vivida por Sophie Rundle, tenta impedir o desastre. Não dá certo.

A morte dela vira o estopim. E Tommy, finalmente, acorda, ou melhor, volta ao modo vingança, onde ele sempre funcionou melhor.

Visual impecável e roteiro apressado

Tecnicamente, o filme impressiona. A fotografia de George Steel transforma cada cena em um quadro. Névoa, luz e textura criam uma Inglaterra quase palpável.

Por outro lado, o roteiro corre e muito. Momentos importantes passam rápido, como se o filme estivesse com pressa de acabar. E talvez estivesse mesmo.

No clímax, Tommy enfrenta Beckett. Toma tiros. Sobrevive. Porque, claro, ele é o homem imortal. Mas o golpe final vem do próprio filho.

Duke impede o suicídio do pai e assume o controle. Tommy, ferido, aceita o fim não com um tiro, mas com fogo.

Vale a pena assistir?

Sim, mas ajuste as expectativas. O filme entrega estilo, atuações fortes e um fechamento digno. Porém, falta profundidade.

Ainda assim, para fãs, é obrigatório. Para curiosos, é entretenimento. E para críticos… bem, mais uma prova de que nem todo legado precisa de continuação.

No fim, Peaky Blinders continua sendo sobre atitude. Mesmo quando a história já perdeu o fôlego.

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