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A Tale of Silent Depths: Novo game nacional leva os jogadores para o fundo do oceano

Mais de 80% dos oceanos do planeta permanecem inexplorados. Mesmo assim, é nas profundezas que a humanidade projeta alguns de seus maiores medos, mitos e fascínios: o desconhecido, a perda de controle, a ideia de que há algo observando de volta. É desse imaginário científico, ambiental e emocional, que nasce A Tale of Silent Depths, RPG tático por turnos da Crit42 Studio ambientado em um futuro onde o mundo afundou e a sobrevivência humana acontece sob toneladas de água e pressão.

O público já pode dar o primeiro mergulho nesse universo: a demo do jogo está disponível gratuitamente na Steam, antecipando a experiência completa que será lançada em maio. “O fundo do mar é um pós-apocalipse que já existe. É um lugar onde o humano entra como intruso“, afirma Eduardo de Azevedo dos Santos, fundador e diretor criativo do projeto, através de release para a imprensa. “Diferente do espaço, ele tem um peso emocional mais próximo. É aqui, é da Terra, é o nosso planeta cobrando um preço.

Em A Tale of Silent Depths, o jogador assume o papel de capitão de uma Arca, uma gigantesca base submarina móvel que funciona como lar, fortaleza e último refúgio da humanidade. O oceano é gerado proceduralmente, com rotas mutáveis, ruínas esquecidas, destroços, criaturas hostis e facções rivais disputando recursos escassos.

As decisões nunca são neutras; explorar mais fundo pode render tecnologias raras ou despertar ameaças irreversíveis. Negociar garante sobrevivência no curto prazo, enquanto ataques podem comprometer alianças futuras. Tudo acontece em um ecossistema vivo, sustentado por inteligência artificial que evita padrões previsíveis. “Em vez de scripts fixos, buscamos um ecossistema que pareça orgânico“, explica Eduardo. “Histórias únicas surgem não porque o jogador é um herói, mas porque ele é apenas mais um sobrevivente em um mundo vivo.

O combate acontece em batalhas táticas por turnos, nas quais posicionamento, alcance, terreno e recursos limitados fazem toda a diferença. Drones personalizáveis funcionam como linha de frente, enquanto o próprio oceano impõe riscos constantes. “Se o jogador encontra uma fórmula e repete, o mundo perde a tensão“, diz o diretor. “A IA reage a padrões porque sobrevivência é adaptação. O oceano não é um tabuleiro estático.

Mais do que um cenário, o oceano atua como presença narrativa. Criaturas parecem aprender com o jogador, encontros mudam conforme as escolhas e a sensação constante é a de estar sendo observado. Essa abordagem transforma o jogo em uma metáfora sobre decisões humanas em cenários de crise, um tema que dialoga diretamente com questões contemporâneas, como colapso ambiental, escassez de recursos e adaptação tecnológica. “Em crise, sempre decidimos entre curto e longo prazo, entre ética e necessidade“, afirma Eduardo. “E quando o oxigênio está acabando, muitas coisas perdem a importância.

A Tale of Silent Depths ainda não tem data de lançamento definida, mas conta com uma demo disponível, e você pode assistir ao trailer do jogo aqui:

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