O FPS brasileiro Mullet MadJack será lançado para Nintendo Switch no dia 30 de abril de 2026, ampliando sua presença após um desempenho expressivo no PC e Xbox. O título, que já ultrapassou 1,8 milhão de jogadores somando Steam e Game Pass, chega ao console da Nintendo como parte de sua estratégia de expansão internacional, com estreia alinhada à Gamescom Latam 2026.
Desenvolvido pela Hammer95 Studios e publicado pela Epopeia Games, o jogo ganhou notoriedade por sua proposta direta e agressiva: sobreviver em combates rápidos onde o jogador precisa eliminar inimigos constantemente para continuar vivo. No Switch, o título será lançado por R$ 49,95, com desconto de 20% nas primeiras semanas. A versão já está em pré-venda na plataforma, além de contar com uma demo disponível para download.
A chegada ao novo console marca um momento importante para o jogo, que saiu de um projeto independente para um produto com alcance global, consolidando-se como um dos casos recentes de maior projeção da indústria brasileira de games. Confira abaixo o trailer oficial de lançamento para o console da Nintendo.
Um conceito simples, mas altamente eficiente
O diferencial de Mullet MadJack está na forma como transforma tempo em mecânica central. Em vez de apenas avançar e eliminar inimigos, o jogador precisa manter um ritmo constante de combate para não morrer, criando uma sensação de urgência contínua.
Essa decisão de design impacta diretamente a experiência: não existe espaço para hesitação. Cada movimento, cada tiro e cada escolha de rota influenciam a sobrevivência. Isso aproxima o jogo de uma lógica quase arcade, mas com camadas modernas de progressão e construção de personagem.
Progressão vertical e estrutura roguelite
A campanha principal é estruturada em uma subida por andares, onde cada nível apresenta novos desafios, inimigos e variações de combate. Esse formato cria uma progressão clara e escalável, mantendo o jogador em constante adaptação.
O sistema roguelite entra como complemento, oferecendo upgrades que alteram significativamente o estilo de jogo a cada tentativa. Isso aumenta o fator replay e permite abordagens diferentes para o mesmo desafio.

Além da campanha, o jogo conta com:
- Modo sobrevivência com progressão infinita
- Modo Boss Rush focado em chefes
- Sistema de ranking global
- Identidade visual e influência dos animes
Um dos pilares de Mullet MadJack é sua direção de arte. O jogo aposta em uma estética baseada em animes japoneses das décadas de 80 e 90, especialmente produções mais estilizadas e violentas da era VHS.
Essa influência aparece no uso de cores neon contrastando com o preto, no design dos personagens e no ritmo visual acelerado. A trilha sonora inspirada em synthwave reforça o clima cyberpunk e ajuda a sustentar a identidade do jogo do início ao fim.
Recepção do público e desempenho
Desde o lançamento inicial, o jogo construiu uma base sólida. Na Steam, alcançou cerca de 97% de avaliações positivas e chegou a figurar entre os títulos mais vendidos do gênero.
A chegada ao Xbox, especialmente via Game Pass, ampliou ainda mais o alcance, levando o título a ultrapassar 1,8 milhão de jogadores. Esse crescimento rápido posiciona o jogo como um dos principais exemplos recentes de sucesso indie brasileiro com impacto internacional.

Reconhecimento da indústria
O desempenho comercial foi acompanhado por reconhecimento crítico. Mullet MadJack venceu o prêmio de Melhor Jogo Brasileiro na gamescom latam BIG Festival 2025, consolidando-se como um dos principais destaques do cenário indie nacional e internacional.
Além da premiação, o projeto também se destaca pela clareza da sua proposta criativa. Segundo Alessandro Martinello, diretor do jogo, a equipe buscou inspiração direta na era de ouro dos animes japoneses dos anos 80 e 90, com a intenção de traduzir essa estética para uma experiência interativa moderna.
Esse direcionamento ajuda a explicar a identidade visual marcante do título e sua capacidade de se diferenciar em um mercado altamente competitivo.
Versão de Switch e adaptação
A chegada ao Nintendo Switch coloca em evidência um desafio técnico recorrente: adaptar um jogo de ritmo acelerado e alta intensidade visual para um hardware mais limitado. Esse tipo de transição costuma exigir otimizações específicas para garantir estabilidade sem comprometer a experiência central.
No caso de Mullet MadJack, a versão para o console da Nintendo mantém os principais conteúdos já disponíveis nas demais plataformas, incluindo modos de jogo e sistemas de progressão. A adaptação indica um foco em preservar o ritmo do combate e a responsividade, elementos fundamentais para a proposta do título.
O formato híbrido do Switch também pode favorecer a recepção do jogo. A estrutura baseada em sessões rápidas e progressão em ciclos curtos tende a se alinhar com o perfil de uso portátil, ampliando o potencial de engajamento entre os jogadores.

Um novo passo para o jogo e para o cenário brasileiro
O lançamento de Mullet MadJack no Nintendo Switch amplia o alcance do jogo em um momento já favorável, após o desempenho positivo nas outras plataformas. A chegada ao console da Nintendo coloca o título diante de um público com hábitos diferentes de consumo, especialmente voltado a experiências mais dinâmicas e portáteis.
A Hammer95 Studios, responsável pelo desenvolvimento do jogo, é um estúdio independente formado por um pequeno grupo de criadores que aposta em projetos autorais e tem como principal referência a estética dos animes clássicos. Já a Epopeia Games atua como publicadora, cuidando da distribuição, posicionamento e expansão comercial do título, além de já ter participado de outros projetos independentes no cenário nacional.
Com estreia marcada para 30 de abril, Mullet MadJack entra em uma etapa importante para medir sua capacidade de adaptação e permanência em novos mercados. O desempenho nessa nova fase pode consolidar ainda mais sua presença internacional e reforçar o espaço de produções brasileiras no cenário indie global.