Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

“Do a barrel roll!” Star Fox completa 33 anos

Lançada originalmente em fevereiro de 1993 no Super Nintendo, a franquia Star Fox completa 33 anos como uma das séries mais emblemáticas da Nintendo, mesmo permanecendo há uma década sem um novo capítulo inédito. Misturando ação arcade, combates espaciais e personagens carismáticos, a saga liderada por Fox McCloud marcou gerações, mas hoje vive um período de incerteza.

O projeto nasceu do interesse do lendário Shigeru Miyamoto em criar um jogo de tiro em 3D que explorasse o então revolucionário chip Super FX, capaz de gerar gráficos poligonais em um console de 16 bits. Inspirado por marionetes e pelo simbolismo da raposa na cultura japonesa (associada a figuras místicas como a kitsune), Miyamoto concebeu uma equipe de pilotos antropomórficos que viajavam pela galáxia de Lylat enfrentando o vilão Andross. O resultado foi um título tecnicamente impressionante para o Super Nintendo, ainda que limitado pelo hardware.

Foi com Star Fox 64, lançado em 1997 para o Nintendo 64, que a franquia alcançou seu auge crítico e comercial. O jogo refinou a fórmula “on-rails”, trouxe dublagem completa, uma novidade marcante na época, e expandiu a personalidade da equipe formada por Fox, Falco, Peppy e Slippy. A narrativa acompanhava a luta contra Andross enquanto aprofundava o legado de James McCloud, pai do protagonista, consolidando a identidade cinematográfica da série.

Nos anos seguintes, a Nintendo buscou reinventar a franquia. Star Fox Adventures, desenvolvido pela Rare e lançado no GameCube, transformou a estrutura tradicional em uma aventura de ação com exploração em terceira pessoa, aproximando-se do estilo de The Legend of Zelda. Já Star Fox Assault tentou equilibrar combates aéreos e seções em solo, enquanto Star Fox Command apostou em estratégia tática e múltiplos finais no portátil Nintendo DS.

Essa busca por identidade culminou em Star Fox Zero, lançado em 2016 para o Nintendo Wii U. Apresentado como uma repaginada da franquia, o título utilizava intensivamente os controles por movimento e a segunda tela do GamePad. Apesar da supervisão direta de Miyamoto e da proposta de integrar duas perspectivas simultâneas, a recepção foi morna, com críticas voltadas principalmente ao esquema de controle considerado pouco intuitivo. Comercialmente, o desempenho também foi impactado pela baixa base instalada do Wii U.

Desde então, a franquia permanece sem novos capítulos principais. Diferentemente de outras propriedades clássicas da Nintendo, como Mario e Zelda, Star Fox não recebeu um título inédito nos consoles mais recentes da Big N, limitando-se a participações especiais e relançamentos. A ausência de novidades levanta questionamentos sobre o futuro da série e sua relevância em um mercado dominado por experiências de mundo aberto e jogos como serviço.

Ainda assim, o legado de Star Fox é inegável. A franquia ajudou a popularizar gráficos 3D nos consoles domésticos, consolidou personagens icônicos e demonstrou a disposição da Nintendo em experimentar novas tecnologias. Trinta e três anos após sua estreia no Super Nintendo, fãs seguem aguardando o retorno da equipe de Fox McCloud aos céus, na esperança de que a Big N reencontre o equilíbrio entre inovação técnica e jogabilidade acessível que transformou a série em um clássico dos anos 1990.

Para mais notícias relacionadas a Star Fox e outras matérias de cultura pop, acesse a página principal da Black Company!

Apoie o nosso Projeto através da chave pix: contato@theblackcompany.com.br
ou com QR Code abaixo:
upload de bloco de imagem

Siga a Black nas redes sociais: https://beacons.ai/blackcompanybr

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *