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Metroid Prime 4: Beyond foi uma espera em vão… será?

Metroid Prime 4: Beyond chegou no último dia 4 de dezembro de 2025 nos consoles híbridos da Nintendo e foi uma espera de 18 anos que os fãs da franquia aguardaram pacientemente. Entre chegadas de novos consoles da Big N e mudanças de produção com o retorno da Retro Studios, produtora que fez a trilogia Metroid Prime, a nova aventura da Samus Aran chegou cheia de expectativas. Mas será que agradou?

A história de Metroid Prime 4: Beyond envolve Samus Aran sendo transportada para o misterioso planeta Viewros após um confronto com o caçador de recompensas Sylux (o grande vilão de Metroid Prime 3: Corruption), onde ela deve explorar ruínas de uma antiga civilização, desvendar seus segredos e encontrar um caminho para casa, enquanto lida com inimigos e a história dos Lamornianos, descobrindo um artefato poderoso que causou sua chegada ali e desvendando profecias antigas.

A estrutura clássica da série Metroid Prime se mantém nesse quarto jogo, um first-person adventure (aventura em primeira pessoa) com muita coisa para se descobrir e, principalmente, escanear. Uma das características clássicas se mantém, e é fundamental para se atingir os 100% no final do jogo. Não é a tarefa mais divertida, porém adiciona muita informação e história sobre o mundo que Samus Aran está explorando.

Andar e combater é extremamente divertido no jogo, e é exatamente a melhor característica de Metroid Prime 4: Beyond, uma vez que esse jogo é extremamente focado em combate contra inimigos comuns e lutas de chefões, mesmo que dentro da série Metroid Prime esse seja o jogo que menos tenha lutas de chefões no total. Para efeito de comparação, no primeiro jogo da série temos 14 lutas de chefões, e nesse quarto jogo, temos apenas 9 lutas de chefões.

Mas aqui começam os problemas do jogo e as maiores reclamações dos fãs. O que faz da franquia Metroid ser tão amada é exatamente a sua exploração e resolução de puzzles em ambientes claustrofóbicos, assustadoramente silenciosos e com a sensação de perigo iminente a cada esquina ou nova área descoberta. Em Metroid Prime 4: Beyond, temos uma exploração extremamente rasa, com ambientes lineares, dando muito foco em combates que por muitas vezes se tornou repetitivo. E o silêncio? Constantemente interrompido pelos NPCs que insistem a todo momento te lembrar de coisas óbvias e resolver os puzzles pra você.

As maiores novidades do jogo são o grande deserto que liga os mapas exploráveis e o uso da moto Vi-O-La, e não agregam em nada durante a sua jogatina, a não ser algumas lutas de subchefes tediosas e desnecessárias e coletas de um material que no fim das contas não é de extrema necessidade. As recompensas para a exploração dos ambientes são algo que não motiva, se tornando dispensável depois de um tempo.

No final, Metroid Prime 4: Beyond foi uma espera em vão, tornando uma grande expectativa em frustração, principalmente para quem dedicou tanto tempo e sentimento a essa franquia. Parece que o jogo foi pensado para ser algo acessível, mas esqueceu totalmente do seu passado e do que o tornou memorável. O jogo está disponível para Nintendo Switch e Nintendo Switch 2, e você pode assistir ao trailer de lançamento aqui:

Para mais notícias relacionadas a Metroid Prime 4: Beyond e outras matérias de cultura pop, acesse a página principal da Black Company!

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Uma resposta

  1. Curti demais a análise! E é legal que trouxe um ótimo contexto pra quem nunca jogou, assim como também dialoga com quem é conhecido de eras da franquia.

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