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Tribunal do Trabalho do Reino Unido nega pedido de funcionários demitidos da Rockstar Games

Os 31 funcionários da Rockstar Games, no Reino Unido, demitidos em novembro de 2025, começaram a mover ações judiciais pedindo pagamentos provisórios durante o processo, mas um tribunal trabalhista do país negou o pedido. Segundo o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, os ex-funcionários estavam contando com o apoio do sindicato Independent Workers of Great Britain (IWGB) para processar o estúdio, alegando que foram demitidos por tentarem se organizar sindicalmente.

A juíza Frances Eccles rejeitou o pedido ao entender que os trabalhadores não conseguiram demonstrar uma “chance razoavelmente boa de sucesso” em convencer o tribunal de que a Rockstar Games teria atuado para impedir a formação de um sindicato. A decisão também destacou que esse tipo de análise provisória exige um critério mais rigoroso do que aquele aplicado na audiência final.

Um porta-voz da Rockstar Games reafirmou a decisão do estúdio de demitir os funcionários. “Lamentamos ter chegado a um ponto em que as demissões se tornaram necessárias, mas mantemos nossa posição, agora respaldada pelo resultado desta audiência”, afirmou.

Ao comentar o servidor no Discord em que os funcionários discutiam iniciativas de sindicalização, a juíza Eccles reconheceu que alguns dos demitidos “quase não publicaram mensagens no servidor”. Ela também observou que o grupo contava com cerca de 350 membros, incluindo pessoas que já não trabalhavam na empresa. “Diante de todas as circunstâncias, o tribunal não conseguiu concluir que seja provável que se determine que o principal motivo das demissões tenha sido a filiação dos reclamantes ao IWGB”, escreveu a juíza em sua decisão.

Em resposta, o presidente do IWGB, Alex Marshall, demonstrou confiança no julgamento completo do caso. Apesar da decisão provisória desfavorável aos funcionários, ele afirmou que “saímos da audiência da semana passada mais confiantes do que nunca de que um tribunal pleno e aprofundado vai concluir que a tentativa calculada da Rockstar de sufocar um sindicato foi não apenas injusta, mas ilegal”.

Por sua vez, o estúdio divulgou um comunicado próprio no qual negou veementemente qualquer envolvimento em práticas para enfraquecer sindicatos. Segundo a Rockstar, os funcionários em questão foram demitidos por “divulgar e discutir informações confidenciais em um fórum público”, o que violaria as políticas internas da empresa.

A Rockstar Games tomou medidas contra um pequeno grupo de indivíduos, no Reino Unido e em outros países, que compartilharam e debateram informações confidenciais, incluindo detalhes específicos sobre recursos de jogos futuros e ainda não anunciados, em um fórum público, em violação às políticas da empresa e às suas obrigações legais. As alegações de que essas demissões estariam ligadas à filiação sindical ou a atividades sindicais são totalmente falsas e enganosas”, declarou um porta-voz do estúdio.

O episódio adiciona ainda mais problemas ao já conturbado próximo grande lançamento da Rockstar Games, o Grand Theft Auto VI, que já foi adiado duas vezes pela a empresa. A data oficial, até o momento, é para 19 de novembro de 2026, para PlayStation 5 e Xbox Series S|X.

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