A autora Jadna Alana ganhou o 10º Prêmio Kindle de Literatura com sua obra “Barquinho de Papel”. O livro será publicado por uma dos maiores grupos editoriais do país, além de audiobook, prêmio em dinheiro e outros.
A escritora paraibana Jadna Alana, com seu livro “Barquinho de Papel”, venceu o 10º Prêmio Kindle de Literatura. A cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (23/02) em São Paulo (SP). O prêmio será a publicação da obra vencedora pela editora Record, além de uma edição especial para os assinantes da TAG e uma versão em audiobook pela Audible. O prêmio ainda conta com o valor de 50 mil reais, além de participação no júri na próxima edição do concurso.
“A literatura fantástica brasileira, entranhada na América Latina, é uma ferramenta de leitura do mundo, uma estratégia de sobrevivência, um modo de dizer o indivisível […] Este é um livro com sotaque nordestino“, disse Jadna Alana em seu discurso na cerimônia.

Jadna é formada em Letras pela UEPB e mestre em Linguagem. Atua profissionalmente na ALCE, sua marca editorial. Sua área de estudo e de atuação é o Regionalismo Fantástico no Brasil. Veterana na escrita, já publicou outros livros como “Se Tu me Quisesse”, “Um Instante d’Ocê”, “Quintal Fantástico”, “Para onde Vão as Sombras”, entre outros títulos.
A escritora já participou de outras edições do prêmio, como em 2022 que foi finalista com a obra “Se Tu me Quisesse”. Em outros concursos literários, alcançou o primeiro lugar no Prêmio Marilia Arnaud com o conto “O Menino de Imburana” e o Carolina Maria de Jesus com “Barquinho de Papel”.
Nesta 10ª edição do Prêmio Kindle de Literatura, os jurados foram compostos por Tatiany Leite, Lubi Prates e Guilherme Sobota. “Num tempo em que imaginação – criatividade mesmo – e estilo – a forma de colocar uma palavra atrás da outra – parecem estar em baixa na literatura contemporânea, Jadna Alana consegue juntar as duas forças num livro cativante, sem deixar de lado a matéria brasileira. Uma obra como essa só poderia nascer no Brasil, num diálogo profundo com o melhor da produção fantástica latino-americana e com a tradição local. Mas o elemento mais fremente de Barquinho de papel é o seu estilo. A engenhosa construção sintática das suas frases e o domínio sobre as suas metáforas fazem o livro brotar como uma flor de mandacaru, breve e poderoso, cheio de surpresas”, afirmou Guilherme Sobota ao PublishNews.

“Ele [o prêmio] já se tornou um prêmio longevo, é um dos mais conhecidos do Brasil, tudo isso é motivo de muito orgulho“, disse Ricardo Perez, diretor do negócio de livros da Amazon Brasil. “A Amazon tem um compromisso de longo prazo com o Brasil, e o prêmio corrobora isso“. Juliana Santos, estrategista de branding e redes sociais da TAG também elogiou o evento: “Contribuir na jornada do escritor independente é uma felicidade para a TAG. Nossa missão é facilitar o caminho do livro até o leitor”. Já o diretor editorial Grupo Editorial Record, Cassiano Elek Machado, afirmou que “Sempre me intrigou uma pouca repercussão da literatura brasileira contemporânea. Já há alguns anos, passamos por um momento de mudança na lista de mais vendidos, por exemplo. Há uma valorização da literatura brasileira em vários palcos, nas mais variadas frentes. Um prêmio como esse move as engrenagens, dando impulso a novas vozes. Os prêmios maiores costumam celebrar pessoas mais conhecidas, então é elogiável a iniciativa de celebrar novas vozes. Precisamos continuar oxigenando a literatura brasileira“.
Sinopse de Barquinho de Papel

Jurema vive na orla de Cruz-credo, um vilarejo baiano esquecido, onde até os sonhos parecem ser jogados fora. Seu maior divertimento é provocar padre Cícero, guardião da capela azul que vela o povoado, na qual os moradores fazem suas interseções. A menina nutre essa amizade por diversão, o padre, pela esperança de catequizá-la, já que não foi batizada, o que muitos dizem ser a explicação para sua alma danada e inquieta. Apesar de gostar da vida simples e das figuras que compõem o vilarejo, ela sonha com o além-mar: quer velejar o mundo em um barquinho feito de palavras esquecidas.
Filha da terra e da falta, cresce entre palavras e restos do mundo, encontrando no lixo da comunidade pedaços de histórias, cartas inacabadas, folhas marcadas de memórias. Com esses retalhos de vida, começa a construir um barquinho, pequeno, de papel, mas forte o suficiente para carregar o que deseja deixar e o que insiste em ficar. Enquanto dobra as folhas e cola seu destino, Jurema escuta os relatos de quem a cerca e os transforma em vela, leme e casco. Cada história ouvida vira parte do barco e cada memória esquecida encontra agora um destino.
Uma travessia feita por uma menina que não sabe ao certo o rumo, mas sente que precisa partir, afinal há tempos em que é preciso ir, mesmo que seja só para lembrar quem se é.
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