Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Três livros de mulheres escritoras ainda poucos conhecidos

Mulheres com o sonho de contar suas histórias publicaram livros que são, até os dias atuais, um sucesso mundial. Muitos conhecem os entreveros da era vitoriana de Jane Austen, os mistérios de Agatha Christie, a tragédia de Anne Frank, o horror de Mary Shelly, os romances de Ali Hazelwood e os pensamentos de Clarice Lispector.

Para conhecer melhor outras escritoras e suas obras, abordando diferentes nacionalidades, explorando outros gêneros literários e comemorando o Dia da Mulher (08/03) com protagonismo feminino nas narrativas; confira as três dicas de livros abaixo:

O segredo do oceano

Capa de O Segredo do Oceano

Autor(a): Natasha Bowen

Editora: Alt

Sinopse: Simidele rezou para os deuses uma vez. Agora, ela serve a eles como uma sereia Mami Wata, coletando as almas dos que caíram no mar e abençoando a jornada delas até em casa, junto ao Deus Supremo. Mas quando um garoto que ainda está vivo é jogado de um navio ao mar, Simi faz o impensável e o salva, desobedecendo a um decreto antigo. E uma punição aguarda aqueles que ousarem desafiá-lo.
Para proteger as outras Mami Wata, Simi precisa embarcar em uma jornada para apelar ao Deus Supremo. Mas as probabilidades não estão ao seu lado. O garoto resgatado sabe mais do que deveria, e há alguma coisa seguindo Semi bem de perto ― um ser que adoraria vê-la falhar. O perigo está à espreita em cada curva, enquanto mais Simi se aproxima de seu objetivo, mais tem que enfrentar deuses vingativos, terras traiçoeiras e criaturas lendárias. Se não fizer isso, arriscará não só o destino de todas as Mami Wata, mas também o mundo como ela conhece.

Barquinho de papel

capa de Barquinho de Papel

Autor(a): Jadna Alana

Editora: publicação independente pelo Kindle Unlimited

Sinopse: Jurema vive na orla de Cruz-credo, um vilarejo baiano esquecido, onde até os sonhos parecem ser jogados fora. Seu maior divertimento é provocar padre Cícero, guardião da capela azul que vela o povoado, na qual os moradores fazem suas interseções. A menina nutre essa amizade por diversão, o padre, pela esperança de catequizá-la, já que não foi batizada, o que muitos dizem ser a explicação para sua alma danada e inquieta. Apesar de gostar da vida simples e das figuras que compõem o vilarejo, ela sonha com o além-mar: quer velejar o mundo em um barquinho feito de palavras esquecidas.
Filha da terra e da falta, cresce entre palavras e restos do mundo, encontrando no lixo da comunidade pedaços de histórias, cartas inacabadas, folhas marcadas de memórias. Com esses retalhos de vida, começa a construir um barquinho, pequeno, de papel, mas forte o suficiente para carregar o que deseja deixar e o que insiste em ficar. Enquanto dobra as folhas e cola seu destino, Jurema escuta os relatos de quem a cerca e os transforma em vela, leme e casco. Cada história ouvida vira parte do barco e cada memória esquecida encontra agora um destino.

As boas mulheres da China

capa As Boas Mulheres da China

Autor(a): Xinran

Editora: Companhia das Letras

Sinopse: Entre 1989 e 1997, a jornalista Xinran entrevistou mulheres de diferentes idades e condições sociais, a fim de compreender a condição feminina na China moderna. Seu programa de rádio, Palavras na brisa noturna, discutia questões sobre as quais poucos ousavam falar, como vida íntima, violência familiar, opressão e homossexualismo.De forma cautelosa e paciente, Xinran colheu inúmeros relatos de mulheres em que predomina a memória da humilhação e do abandono: estupros, casamentos forçados, desilusões amorosas, miséria e preconceito. São histórias como as de Hongxue, que descobriu o afeto ao ser acariciada não por mãos humanas, mas pelas patas de uma mosca; de Hua’er, violentada em nome da “reeducação” promovida pela Revolução Cultural; da catadora de lixo que impôs a si mesma um ostracismo voluntário para não envergonhar o filho, um político bem-sucedido; ou ainda a de uma menina que perdeu a razão em conseqüência de uma humilhação intensa.

Quando Xinran começou suas entrevistas, o peso de tradições antigas e as décadas de totalitarismo político e repressão sexual tornavam muito difícil o acesso à intimidade da mulher chinesa. Desde 1949, a mídia chinesa funcionava como porta-voz do regime comunista. Rádio, televisão e jornais estatais eram a única fonte de informação, e a comunicação com pessoas no exterior era rara. Em 1983, o presidente Deng Xiao Ping iniciou um lento processo de abertura da China. Alguns jornalistas começaram a promover mudanças sutis na maneira como apresentavam as notícias. O programa apresentado por Xinran era um dos poucos espaços em que as pessoas podiam desabafar e falar de seus problemas pessoais.

Nos relatos do livro, a autora possibilita a vozes antes silenciadas revelar provações, medos e uma capacidade de resistência que as permitiu se reerguer e sonhar em meio ao sofrimento extremo. Em condições extremas de vida, como a dos campos de reeducação da Revolução Cultural, afloram sentimentos de maternidade, compaixão e amor. O olhar objetivo de Xinran dá ao tema um tratamento firme e delicado, trazendo à tona as esperanças e os desejos escondidos nessas difíceis vidas secretas.

Para mais notícias sobre livros, além de conteúdo sobre mangá, séries e filmes, e-sports, games, animação, músicas, HQs, tecnologia e muito mais, acesse o nosso portal!

Apoie o nosso Projeto através da chave pix: contato@theblackcompany.com.br
ou com QR Code abaixo:
upload de bloco de imagem

Siga a Black nas redes sociais: https://beacons.ai/blackcompanybr

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *