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Mangakás Famosos Não Irão Mais Postar Suas Artes No X (Twitter)

O autor de Dr. Stone, Mu-jik Park (mais conhecido como Boichi), anunciou que irá parar de usar a rede social X para postar suas artes. Kei Urana, mangaká de Gachiakuta, também fez um anúncio parecido apenas dois dias depois.

As decisões de ambos foram anunciadas após a rede social X, de Elon Musk, adicionar uma opção de edição de fotos dentro do aplicativo, permitindo que a IA Grok altere as fotos sem consentimento das pessoas que as publicaram.

Para Boichi, “eu não posso aceitar minhas artes sendo usadas ou exploradas sem meu consentimento ou compensação financeira.” Apesar de informar que não postará mais artes na rede social, ele deixou claro que não sairá do X, pois ele acredita que a plataforma pode se tornar um lugar importante para os mangás em geral.

Já Kei Urana foi mais sucinto, falando apenas que “X parece suspeito, então a partir de agora vou postar fotos principalmente no Instagram.”

Ambos os mangakás vão usar suas contas no Instagram e Blueskye para postar suas artes.

Polêmicas vão além do mundo das artes

A nova função de edição de fotos causou polêmicas também devido ao seu uso para alterar fotos de pessoas reais sem seu consentimento. Pessoas públicas, como celebridades e influencers, tiveram fotos alteradas por usuários do X.

Porém, as edições da IA Grok, a mando de usuários do X, foram além disso. Foram feitas edições em fotos de mulheres e crianças para deixar as imagens eróticas. Em todo o mundo a revolta online devido ao uso de tal ferramenta foi feroz.

IAs e direitos autorais

Não é a primeira vez que IAs enfrentam problemas com direitos autorais. No primeiro semestre de 2025, a OpenAI, criadora das IAs Sora e ChatGPT, liberou uma ferramenta que permitia aos usuários editar fotos para que se parecessem com imagens no estilo do Studio Ghibli.

Esse acontecimento resultou em um pedido formal da Associação de Distribuição de Conteúdo ao Exterior (CODA) à OpenAI para cessar o uso indevido de conteúdo protegido por direitos autorais para treinamento de suas IAs. Nesse caso, a CODA estava representando não apenas o Studio Ghibli, mas também outras companhias de entretenimento japonesas, inclusive os estúdios de jogos como Bandai Namco e Square Enix. A CODA foi criada em 2002 para combater a pirataria de produtos japoneses e oferecer suporte para a distribuição de conteúdos para fora do Japão.

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