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Justin

Justin Bieber: O que está acontecendo com o cantor?

Justin Bieber está vivendo um momento único em sua vida. No dia 24 de agosto de 2024 o cantor teve seu primeiro filho, Jack Blues Bieber, com sua esposa Hailey Bieber, com a qual está casado desde 13 de Setembro de 2018. Com seu filho próximo aos 7 meses, Justin provavelmente está passando por transformações devido à paternidade que devem afetar sua vida pessoal e maturidade. Porém, o que está sendo noticiado nas últimas semanas nos tabloides mundialmente vem chocando seus fãs e público em geral, que assiste confuso o desenrolar da caótica relação do cantor com a mídia. Afinal, o que está acontecendo com Justin Bieber?

O cantor foi visto pelas ruas de Los Angeles e Nova York durante alguns episódios em um aspecto no mínimo duvidoso e está levantando questões sobre saúde mental. No último Domingo, dia 16, Justin utilizou as suas redes sociais para publicar um texto profundo, com uma mensagem forte:

“Quando eu era criança, sempre me disseram para não odiar. Mas isso me fez sentir que eu não tinha permissão para sentir ódio, e por isso eu nunca contei a ninguém que já senti isso. Isso me fez sentir como se estivesse me afogando, sem segurança para reconhecer esse sentimento. Acho que só podemos deixar o ódio ir embora ao primeiro reconhecermos que ele está lá. Como poderíamos não sentir ódio depois de toda dor que já vivemos?”

Justin

Síndrome de impostor

Junto com este texto reflexivo, a canção de fundo não poderia ser mais sugestiva: I Hate U (em tradução livre, Eu Odeio você), da cantora americana SZA. Independente de concordar ou discordar da declaração, o ponto que chama a atenção é o cantor estar trazendo à tona estes questionamentos. O final do texto é emblemático “Como poderíamos não sentir ódio depois de toda dor que já vivemos?” Além desta publicação, semana passada Bieber já havia utilizado as suas redes sociais para levantar outro questionamento também extremamente polêmico: “Eu pessoalmente sempre me senti indigno. Como uma fraude”. Muitos avaliaram a questão como uma declaração pública de que o cantor sofre do que é chamado de ‘síndrome de impostor’. Esta síndrome leva a pessoa a crer em uma inferioridade ilusória, subestimando sua própria capacidade, fazendo a pessoa acreditar que outros são mais capazes ou mais dignos de merecimento do que ela própria.

Por um lado, é muito importante questões de saúde mental serem levantadas, ainda mais quando são personas públicas que fazem estes questionamentos. Muitos fãs compartilharam apoio e se identificaram nas redes sociais com o tema. Outras celebridades expressaram solidariedade, também dividindo suas próprias questões. O caso está gerando repercussão e reforça a importância do diálogo sobre um tema que ainda possui muito estigma e tabu pela sociedade. Por outro lado, a preocupação dos fãs com Justin segue aumentando devido ao histórico de outros artistas que foram expostos tão jovens à mídia terem um desfecho final desastroso.

Saúde Mental

Segundo o profissional Leonardo Gebran, Psicólogo Clínico Humanista da área Fenomenológica-existencial, as palavras de Justinsão um convite para refletir sobre a complexidade das nossas emoções e a importância de aceitar nossa vulnerabilidade.” O psicólogo também reparou no jeito como Bieber retratou sua raiva: “A forma como ele fala do ódio e da sensação de inadequação demonstra uma profunda vontade de ter seus próprios sentimentos ouvidos.” Para Leonardo, não necessariamente uma repressão a sentimentos negativos seja algo positivo: “Muitas vezes, somos ensinados a reprimir emoções ‘negativas’ como ódio, raiva ou inseguranças, mas isso pode levar a um afastamento de nossa própria autenticidade e possivelmente uma baixo autoestima.” Na abordagem do profissional, o mais importante é a forma como tratamos esta ocorrência em nossas vidas: “o principal que poderia ajudar o Justin sobre esses sentimentos seria ele entrar em um processo de psicoterapia, um local aonde seja um espaço seguro onde ele possa explorar esses sentimentos e encontrar significado neles.” Acima de qualificar algo como bom ou ruim, Gebran lembra que o importante é como canalizamos as influências em nossas vidas: “É importante entender que emoções como o ódio não são boas ou ruins em si, mas uma parte natural da experiência humana. Elas podem ser transformadas em aprendizado e crescimento quando são reconhecidas e processadas.

Britney Spears e Michael Jackson são dois exemplos recentes aonde intervenções foram necessárias para tentar assegurar a sanidade e a dignidade do ser humano em questão. No mês passado, um representante de Bieber veio a público para defender o cantor e tentar, sem muito sucesso, espantar os rumores sobre sua saúde mental: “O último ano tem sido muito transformador para ele, já que encerrou várias amizades próximas e relações profissionais que já não lhe serviam mais… a narrativa constante de que Justin está usando drogas pesadas não é verdadeira. Ele está em um dos melhores momentos de sua vida”. Esta é a torcida dos fãs de Justin, e a consciência de que as suas ações públicas trazem a tona questionamentos que nos fazem buscar nossa própria evolução. Na vida, muitas vezes é importante procurarmos uma base, um auxílio, um respaldo, como conclui o psicólogo Gebran: “Seja por meio do apoio de um terapeuta ou de um sistema de apoio genuíno, a jornada para se reconectar com sua própria essência é algo único, mas que todos merecem experimentar. Justin, ao compartilhar sua vulnerabilidade, se torna um símbolo de que até mesmo aqueles no auge do sucesso podem lutar com os mesmos desafios que qualquer pessoa enfrenta. É um lembrete poderoso de que somos todos humanos, lidando com nossas próprias batalhas internas.

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Uma resposta

  1. Muito bom o comentário do psicólogo. Precisamos tornar normal buscar ajuda, antes deo problema tornar-se maior. A psicoterapia é primordial para auxiliar no auto conhecimento.

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