A Múmia tem data para retornar aos cinemas. Depois de anos de especulação e um reboot que naufragou em 2017, a franquia que redefiniu a aventura arqueológica no fim dos anos 1990 prepara seu retorno.
Agora, a franquia ganhará um quarto capítulo com o reencontro de Brendan Fraser e Rachel Weisz nos papéis de Rick e Evelyn O’Connell. A promessa dos diretores é clara: não se trata de uma operação nostálgica vazia, mas de uma expansão legítima do universo que conquistou o público há mais de duas décadas.

Um novo olhar para uma franquia consagrada
A direção da sequência ficará a cargo de Radio Silence, coletivo formado por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, conhecidos por revitalizar franquias com equilíbrio entre reverência e reinvenção, como fizeram em Ready or Not e nos capítulos recentes de Scream.
De acordo com os cineastas, o novo longa terá escopo mais amplo e atmosfera mais sombria, incorporando elementos de terror que dialogam com o estilo da dupla. O roteiro de David Coggeshall expande a narrativa para além do Egito, incluindo sequências ambientadas em uma Londres noturna e retornos ao deserto que consagrou a franquia.
E a intenção é clara: manter o espírito pulp e aventureiro, mas com maturidade dramática e maior tensão. A comparação com o tratamento dado à franquia Scream surge como referência metodológica, não estética.
Afinal, o objetivo aqui é atualizar uma obra que marcou gerações, mas sem descaracterizar.
A Múmia 4: entre o legado e a renovação
Mas o fracasso do reboot estrelado por Tom Cruise em 2017 ainda paira como advertência. O longa foi uma tentativa de transformar o universo em ponto de partida para um “Dark Universe” e resultou em uma recepção crítica morna, fazendo com que o projeto fosse abandonado.
Portanto, desta vez, o caminho é outro: Fraser declarou entusiasmo com a proposta, indicando que o novo filme equilibra aventura clássica, humor e ameaça genuína. A dinâmica entre Rick e Evelyn, agora mais experientes e possivelmente confrontados com desafios familiares, promete oferecer dimensão emocional adicional à trama.
A aposta é que o retorno dos protagonistas funcione não como repetição, mas como continuidade orgânica. A ideia de acompanhar personagens amadurecidos amplia o potencial dramático e evita a armadilha da mera reprodução de fórmulas.
Afinal, o que esperar de A Múmia 4?
O calendário já está marcado. Enquanto Bettinelli-Olpin e Gillett finalizam outros projetos, incluindo a sequência de Ready or Not, A Múmia 4 se posiciona como um dos grandes lançamentos de 2028.
Se cumprir o que promete, o filme poderá reconciliar a franquia com seu público e reafirmar que aventuras clássicas ainda têm espaço no cinema contemporâneo. Entre tumbas, pragas e tiroteios, a verdadeira prova será equilibrar memória afetiva e renovação narrativa.
A múmia desperta novamente. Resta saber se o feitiço continuará funcionando.