Os profissionais do ramo do quadrinho passaram por um mapeamento quanto ao seu perfil e sua atuação no país. Esta iniciativa foi divulgada no finalzinho de 2025, contemplando os resultados da 1ª edição do Censo Nacional dos Profissionais de Quadrinhos e Humor Gráfico.

O portal Quadrinhopédia juntamente com o Comitê Nacional de Quadrinhos e o coletivo Quadrinistas Uni-Vos, projetou uma iniciativa para traçar o perfil dos atuais profissionais dos quadrinhos no Brasil. Assim, foi realizado o 1º Censo Nacional dos Profissionais de Quadrinhos e Humor Gráfico, sob organização de Lucio Luiz e Guilherme Smee. Este projeto recolheu dados de mais de 800 artistas do ramo.
O censo foi uma iniciativa voluntária com esforço coletivo e amplitude nacional, sendo respondido entre 22 de abril e 22 de julho de 2025. Os participantes evolvidos são artistas dos quadrinhos (como desenhista, roteirista, arte-finalista, colorista ou editor) e/ou humor gráfico (cartuns, charges e caricaturas), com atuação nos últimos cinco anos. A pesquisa contemplou aqueles que trabalham no mercado nacional e internacional, além dos que usam os quadrinhos como renda principal ou não.
A pesquisa coletou, através de questionário online, informações quanto idade, localidade onde nasceu e onde mora atualmente, raça, gênero, portador ou não de deficiência, renda, escolaridade, início da atuação profissional, publicação, entre outros. De 23 de julho a 20 de outubro de 2025, os dados foram tabulados e a publicação dos resultados foi elaborada, com a divulgação pública em dia 30 de dezembro.
Resultados Gerais
Os resultados demonstraram que a maioria dos artistas possuem entre 31 e 40 anos de idade (30,93%), provindos e que moram atualmente na região sudeste (48,62% e 48,86%), que se identificam como homens (71,12%), cis (70,76%) e heterossexuais (70,28%). A maior parte dos participantes afirmam serem brancos (60,89%) e serem pessoas que não possuem uma deficiência (89,53%).
O grau de escolaridade que grande parte dos votantes escolheram foi a opção de Ensino Superior Completo (52,23%), com curso universitário de Design Gráfico ou Desenho Industrial (23,33%) e com cursos livres (59,81%). A maioria já ministrou oficinas (59,69%), sendo a maior parte em eventos (77,62%).



A maior parte dos artistas iniciaram a carreira profissional entre 21 e 30 anos de idade (49,10%), entre os anos de 2016 e de 2020 (30,32%). A grande maioria atuou em atividades realizadas em projetos próprios, escolhendo a opção Roteiro + Desenho de Quadrinhos como sua atividade principal (34,78%).
A maioria dos quadrinistas não usam de sua arte como fonte de renda (71,84%), com 30,45% dos quadrinhos não rendendo retorno financeiro algum. A maior parte dos que rentabilizam seus projetos são de caráter nacional (80,41%), sem emissão de nota fiscal (52,54%).
Suas obras são lançamentos inéditos através do mercado independente (47,05%), utilizando as redes sociais para tal publicação (67,51%) e para divulgação (97,23%). Os projetos, em sua maior parte, não se enquadram em coletivos culturais (64,02%), não vinculados a agências (93,98%), sem financiamento coletivo (58,72%) e não participantes em editais (62,70%).
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