Matt e Ross Duffer, mentes por trás de Stranger Things, foram os responsáveis por conduzir a trama até seu desfecho e decidir o destino da série. Em entrevista à Netflix, os irmãos comentaram a escolha controversa envolvendo o encerramento da jornada de Onze, vivida por Millie Bobby Brown.
O arco da personagem termina de maneira propositalmente aberta, inclusive para aqueles que conviviam com ela. Depois de presenciarem a decisão da garota de permanecer no Mundo Invertido no momento em que a dimensão entrava em colapso por conta de uma grande explosão, seus amigos passam a acreditar que ela não sobreviveu.
A suposta morte funcionaria como uma solução definitiva para livrá-la da caçada constante promovida por agentes militares e autoridades governamentais, interessados em explorar suas habilidades telepáticas. Ainda assim, Mike, interpretado por Finn Wolfhard, levanta outra possibilidade: segundo ele, Onze teria simulado o próprio fim com o auxílio de Kali, sua irmã, personagem de Linnea Berthelsen e estaria agora levando uma existência tranquila em um vilarejo isolado, tranquilo e com paisagem paradisíaca

Diante disso, os criadores entenderam que a saída mais acertada seria permitir que os amigos sobreviventes tivessem uma visão mais otimista. Para Ross, essa escolha é um encerramento mais coerente para a história contada durante todos esses anos e também combina com a mudança vivida pelos personagens, que deixam para trás a infância e avançam rumo à maturidade. Ele destaca que essa abordagem traduz melhor o sentimento de conclusão da jornada.
Já Matt explica que, mesmo tendo sobrevivido, a personagem não poderia retomar contato com o grupo sem colocar tudo a perder. Segundo ele, manter o silêncio era essencial para preservar essa realidade e, ao mesmo tempo, possibilitar que Mike e os demais encontrassem um caminho para lidar com a perda e seguir em frente.
No fim das contas, o desfecho de Onze reflete bem o espírito de Stranger Things, mais interessado em emoções e significados do que em respostas definitivas. É um encerramento que não entrega todas as certezas, mas respeita a trajetória dos personagens, e do próprio espectador, ao aceitar que nem toda história precisa ser completamente explicada para fazer sentido.
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