A Netflix adquiriu os direitos de exibição nos EUA de O Senhor das Moscas, minissérie da Sony Pictures Television. Um clássico literário volta ao centro da cultura pop com força.
Além disso, a produção já estreou na BBC e na Stan em 8 de fevereiro. E não parou aí. A série ainda marca presença na programação Berlinale Specials do Festival Internacional de Cinema de Berlim.
Uma ilha e o colapso da civilização
Baseada no romance de William Golding, vencedor do Nobel de Literatura, a trama dispensa apresentações e a sua adaptação e ainda assim, continua assustadoramente atual.
Um grupo de garotos fica preso em uma ilha tropical. No começo, eles tentam organizar regras. Ralph assume a liderança com apoio do racional Piggy. Porém, o instinto fala mais alto.
É então que Jack entra em cena. Ele prefere caçar a cooperar. Além disso, desafia a liderança de Ralph e seduz os outros pelo caminho mais sombrio. A esperança vira tensão. A tensão vira tragédia.
Simples. Brutal. E desconfortavelmente humano.

Primeira adaptação para a TV
Surpreendentemente, esta é a primeira versão televisiva do livro. E ela não economiza ambição.
O roteiro leva a assinatura de Jack Thorne, conhecido por His Dark Materials e Enola Holmes. Na direção, assume Marc Munden, vencedor do BAFTA.
Além disso, a produção reúne a Eleven Film, responsável por Sex Education, e a One Shoe Films. Ou seja, pedigree não falta.
Para completar, a trilha sonora combina o talento de Cristobal Tapia de Veer com composições de Hans Zimmer. Atmosfera não será problema.
No elenco, Winston Sawyers interpreta Ralph. Já Lox Pratt vive Jack. E David McKenna assume o papel de Piggy.
O time ainda conta com Ike Talbut, Thomas Connor, Noah e Cassius Flemyng e Cornelius Brandreth.

Por que assistir a essa adaptação?
Porque O Senhor das Moscas nunca foi apenas sobre garotos em uma ilha. Sempre foi sobre poder, medo e a fina camada que separa ordem e barbárie.
Hoje, em tempos de polarização e disputas por liderança, a história soa quase provocativa. E talvez por isso funcione tão bem.
A Netflix percebeu isso. A Sony também. E o público, ao que tudo indica, vai perceber em breve.
Se a civilização depende de regras frágeis, essa minissérie promete testar cada uma delas.
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