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Emergência Radioativa é a nova minissérie da Netflix

Netlix divulga trailer da minissérie nacional ‘Emergência Radioativa’

Quase quatro décadas após o acidente do Césio-137 em Goiânia, a Netflix anuncia Emergência Radioativa, sua nova minissérie ficcional inspirada em eventos reais. Ambientada em 1987, esta série acompanha físicos e médicos em uma corrida contra o tempo para conter um desastre radiológico e salvar milhares de vidas.

Dirigida por Fernando Coimbra, com Johnny Massaro no protagonismo e participações especiais de Leandra Leal e Emílio de Mello, Emergência Radioativa estreia em 18 de março.

O que foi a tragédia do Césio-137

Césio-137 é um isótopo do elemento césio que emite uma radiação de alta energia, além de alto poder de penetração, podendo alterar a estrutura das células de seres vivos. Por este mesmo motivo, se utilizada corretamente, esta radiação pode ser benéfica no tratamento de câncer com radioterapia, bem como alguns tipos de tomografia.

No dia 27 de setembro de 1987, catadores buscavam material reciclável nas ruínas do antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR). Eles encontraram uma bomba de césio-137, que foi desmontada, e suas partes foram vendidas a um ferro velho. O material radioativo dentro é um pó que emite luz azul cintilante, chamando a atenção do dono do ferro velho Devair Alves Ferreira. Por ser tão diferente e brilhante, o césio acabou sendo manuseado por ele e seus familiares, amigos e vizinhos, incluindo a sobrinha de seis anos Leide das Neves. Ela infelizmente acabou sendo a primeira vítima fatal desta tragédia.

Os sintomas apresentados por quem entrava em contato com a radiação foram confundidos com doenças comuns no início: náusea, vômito, queimaduras na pele e fraqueza. Porém, o número de vítimas logo aumentou a ponto de não parecer mais apenas uma simples virose. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) avaliou mais de 100 mil pessoas potencialmente expostas à radiação, e 249 delas apresentavam contaminação. Houveram quatro mortes por exposição direta, mas nunca se criou um consentimento sobre quantas vítimas totais houveram na tragédia.

Até hoje, trinta e oito anos depois, a Secretaria de Saúde de Goiás encontra sobreviventes que enfrentam efeitos físicos e psicológicos do acidente. O caso se tornou referência internacional em estudos sobre acidentes radiológicos, e é considerado o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear.

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