Emily em Paris segue firme como um dos maiores fenômenos da Netflix. Colorida, estilosa e exagerada, a série virou aquele prazer que todo mundo assiste.
Apesar do charme europeu e dos looks chamativos, a produção nunca passou perto de profundidade narrativa. Ainda assim, cinco temporadas depois, continua no topo.
Enquanto isso, uma série do mesmo criador oferece tudo o que Emily em Paris promete, só que com mais coragem, emoção e inteligência. O nome dela é Younger.

O maior problema de Emily em Paris: tudo é bonito, mas raso
Desde o início, Emily em Paris apostou em conflitos leves demais. As tramas giram, quase sempre, em torno de romances confusos e desafios profissionais pouco relevantes.
Além disso, personagens secundários interessantes, como Sylvie, raramente ganham espaço real para evoluir. Estilo em excesso e conteúdo de menos. Funciona como entretenimento rápido. Porém, falta impacto. Falta risco. Falta algo que fique depois dos créditos.

Younger aposta em conflitos reais
Criada por Darren Star e lançada em 2015, Younger segue outro caminho. Mais ousado. Mais humano. Muito mais atual, mesmo anos depois. A série acompanha Liza Miller, vivida por Sutton Foster. Recém-divorciada e com mais de 40 anos, ela tenta voltar ao mercado editorial de Nova York.
No entanto, enfrenta um problema real: o preconceito etário. Sem oportunidades, ela toma uma decisão arriscada. Finge ter 26 anos para conseguir trabalho. A partir daí, Younger discute identidade, medo da irrelevância e ambição profissional. Tudo com humor e emoção genuína.

Por que Younger funciona melhor que Emily em Paris
Enquanto Emily tropeça em dilemas previsíveis, Liza lida com escolhas que pagam um preço as vezes alto demais. Cada segredo gera tensão. Cada relação tem peso emocional. Ainda assim, Younger não abandona o fator diversão. Os episódios são curtos, dinâmicos e viciantes. O ritmo nunca cai.
Além disso, a amizade entre Liza e Kelsey, interpretada por Hilary Duff, adiciona camadas reais de afeto e conflito geracional. Nova York também faz diferença. A cidade aparece como ela é: competitiva, caótica e cheia de oportunidades. Nada de postal turístico.

O elenco transforma Younger em algo especial
Sutton Foster sustenta a série com carisma absoluto. Sua atuação equilibra drama, humor e vulnerabilidade com naturalidade impressionante. Debi Mazar rouba cenas como Maggie, a amiga direta e sem filtros. Já Nico Tortorella entrega química explosiva como Josh, interesse romântico que divide opiniões.
O elenco de apoio mantém o nível alto, com performances consistentes e participações especiais ao longo das sete temporadas. Não à toa, Younger mantém uma média de 97% no Rotten Tomatoes. Mérito de roteiro e atuações que realmente fazem a diferença.
Vale a pena trocar Emily em Paris por Younger? Sim, mas porque não acompanhar as duas? Emily em Paris continua popular e divertida, Younger oferece mais substância sem perder leveza. É divertida, provocativa e emocionalmente honesta.
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