A Netflix confirmou oficialmente City Hunter 2, sequência do live-action japonês inspirado na obra clássica de Tsukasa Hojo. O novo filme tem estreia global prevista para 2027 e marca o retorno de um dos personagens mais icônicos da cultura pop japonesa: Ryo Saeba.
O anúncio chega após o desempenho expressivo do primeiro longa, lançado em 2024, que alcançou o topo do ranking global da plataforma entre filmes não falados em inglês e entrou no Top 10 em mais de 30 países, incluindo o Brasil. A recepção consolidou o interesse internacional pela adaptação live-action da franquia.
O retorno de Ryo Saeba
No centro da história está Ryo Saeba, um “sweeper” (espécie de detetive e mercenário) que atua no submundo de Shinjuku, em Tóquio. Conhecido por sua habilidade em combate e precisão quase cirúrgica, ele também carrega um traço marcante: sua personalidade despreocupada, especialmente quando está diante de mulheres.
No entanto, essa faceta muda completamente durante o trabalho. Ryo se torna um profissional frio e altamente eficiente, equilibrando ação intensa com raciocínio estratégico.
O ator Ryohei Suzuki retorna ao papel principal, ao lado de Misato Morita como Kaori Makimura e Fumino Kimura como a detetive Saeko Nogami.
Continuação direta do sucesso de 2024
O primeiro live-action modernizou a história original ao ambientá-la em uma versão contemporânea de Shinjuku, explorando a origem da parceria entre Ryo e Kaori. A abordagem ajudou a apresentar o universo de City Hunter para uma nova audiência, ao mesmo tempo em que manteve elementos clássicos que agradaram fãs antigos.
Agora, a sequência promete avançar além da origem e entregar uma versão mais completa do personagem. Segundo Ryohei Suzuki, a ideia é apresentar a versão mais “essencial” de City Hunter, com foco no que define a identidade da obra.
Diferente do filme de 2024 que contou com a direção de Yûichi Satô, a sequência terá Keiichiro Shiraki, conhecido por seu estilo dinâmico e foco em cenas de ação com alto nível de tensão como diretor. O roteiro fica por conta de Jumpei Yamaoka, que busca aprofundar as relações entre os personagens sem perder o ritmo característico da franquia.
A produção segue sob responsabilidade da própria Netflix, em parceria com estúdios japoneses, mantendo o modelo que impulsionou o primeiro filme.
Declarações reforçam expectativa
O anúncio da produção foi feito em 26 de março, data associada ao aniversário de Ryo Saeba dentro do universo da série, uma escolha simbólica que reforça a conexão da nova produção com o material original. O ator Ryohei Suzuki destacou o peso de retornar ao papel, o impacto do apoio do público no avanço da franquia e a responsabilidade de trabalhar com uma obra tão consolidada:
“A produção de City Hunter 2 foi oficialmente confirmada. Isso só é possível graças a todos que amaram e apoiaram o filme anterior. Sou verdadeiramente grato. Mais uma vez, fomos confiados com a obra original tão querida de Tsukasa Hojo, assim como com a história apreciada por fãs ao redor do mundo. Com isso em mente, estou encarando as filmagens com um forte senso de responsabilidade e determinação.”
Sobre a proposta da sequência, Suzuki deu um indicativo claro do direcionamento do novo filme:
“O filme anterior retratou a origem da relação entre Ryo e Kaori. Nesta sequência, estamos entregando aquilo que você pode chamar de o verdadeiro City Hunter, a versão mais essencial da obra até agora.”
Já o criador original, Tsukasa Hojo, comentou sua impressão após visitar o set de filmagens:
“Fico realmente aliviado e feliz por finalmente poder compartilhar essa notícia com todos. Recentemente visitei o set e fiquei profundamente impressionado com a paixão da equipe. Em especial, a transformação física de Ryohei Suzuki foi notável, refletindo claramente sua dedicação a cada projeto. Não tenho dúvidas de que será uma obra fantástica, cheia da paixão de todos os envolvidos. Estou ansioso para ver o resultado final.”
Enquanto o diretor Keiichiro Shiraki reforçou o desafio criativo de adaptar um clássico para os dias atuais:
“City Hunter foi uma série que me marcou profundamente na infância, tanto no mangá quanto no anime. Mais do que empolgação, sinto a pressão e o desafio de trabalhar com uma obra tão lendária.”
Ele também detalhou o processo de adaptação:
“Como trazer o mundo original para a era atual sem perder sua essência? É como tentar passar uma linha por uma agulha. Eu e Ryohei Suzuki, que compartilha um enorme amor pela obra, temos reuniões diárias para alinhar essa visão.”
Uma franquia com legado
Antes da adaptação live-action, City Hunter já era uma franquia consolidada no Japão. O mangá original foi criado por Tsukasa Hojo e publicado originalmente entre 1985 e 1991 na revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha. Ao longo desse período, a obra se tornou um dos grandes nomes do gênero de ação urbana, ultrapassando a marca de 50 milhões de cópias vendidas.
O sucesso levou a franquia para outras mídias ao longo dos anos. Além das adaptações em anime, City Hunter também ganhou um jogo para PC Engine em 1990, ampliando sua presença no mercado além dos quadrinhos e da TV. Mais recentemente, a obra voltou a aparecer no universo dos games com um remaster do jogo original com uma remasterização, lançada para Nintendo Switch, reforçando o interesse contínuo pela franquia mesmo décadas após sua criação.
Esse histórico ajuda a explicar o movimento da Netflix em investir na adaptação live-action e em sua continuidade, apostando em uma marca que já atravessou gerações e mantém relevância no cenário global.
O que esperar de City Hunter 2
Com filmagens já em andamento, a sequência deve ampliar a escala da ação e aprofundar os conflitos entre os personagens principais. A expectativa é de um filme mais ambicioso, tanto em narrativa quanto em execução técnica.
Além disso, o projeto representa um movimento contínuo da Netflix em investir em produções japonesas com potencial internacional, especialmente adaptações de mangás já consolidados.
A página oficial do filme já está disponível na plataforma, indicando que a divulgação deve ganhar força à medida que a estreia se aproxima.