A recente apresentação da NVIDIA sobre o DLSS 5, nova geração de sua tecnologia baseada em inteligência artificial, gerou forte repercussão na comunidade de jogos e tecnologia. O recurso tem como proposta aprimorar a iluminação e os materiais em tempo real, entregando um nível de fotorrealismo que, segundo a empresa, se aproxima dos efeitos visuais vistos em produções de Hollywood.
Demonstrado em títulos como Resident Evil Requiem, Starfield e Hogwarts Legacy, o DLSS 5 impressiona do ponto de vista técnico ao sugerir a capacidade de gerar quadros dinamicamente com base nos dados da GPU. No entanto, as decisões estéticas da tecnologia têm dividido opiniões.

Críticos apontam que o sistema altera de forma significativa a aparência original dos jogos, especialmente no design de personagens. Danny O’Dwyer, do canal de games no YouTube Noclip, por exemplo, afirmou que a tecnologia tende a transformar personagens em versões artificialmente idealizadas. Um dos casos mais comentados envolve a protagonista Grace Ashcroft, de Resident Evil Requiem, cuja aparência foi modificada com traços mais suavizados e maquiagem acentuada.

A preocupação também se estende ao impacto do DLSS 5 na direção artística dos jogos. Alex Donaldson, do portal RPGSite, classificou o efeito como “estranho” e levantou dúvidas sobre o grau de controle que os desenvolvedores terão sobre o resultado final. Já Steve Karolewics, engenheiro de renderização da Respawn Entertainment, comparou a tecnologia a um filtro excessivo de contraste e nitidez, sugerindo que ela compromete a intenção artística original.
Diante das críticas, a Bethesda se manifestou, afirmando que continuará ajustando a iluminação e os efeitos em seus jogos para garantir que o resultado final esteja alinhado com sua visão criativa. A empresa também ressaltou que as mudanças proporcionadas pelo DLSS 5 serão opcionais e permanecerão sob controle das equipes de arte.

Previsto para chegar ainda este ano, o DLSS 5 será compatível com as placas da linha GeForce RTX 50 Series, consolidando-se como um avanço técnico relevante, ainda que cercado por debates sobre seus impactos na estética e na identidade visual dos jogos.
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