Depois de sete anos de hiato, o jejum será quebrado
O estúdio LAIKA, fundado em 2005 pelo diretor e animador Travis Knight, é referência em animação e storytelling há mais de vinte anos. O prestigiado estúdio já nos presenteou com diversas obras cinematográficas: Coraline e o Mundo Secreto, Kubo e as Cordas Mágicas e sua produção mais recente, O Link Perdido. Premiado com o Globo de Ouro por O Link Perdido e com o BAFTA por Kubo e as Cordas Mágicas, o estúdio ainda almeja ser agraciado com um Oscar de Melhor Animação.
Após cinco indicações ao Oscar entre 2010 e 2020, o estúdio procura entrar na disputa novamente com sua nova produção, Wildwood: O Bosque Selvagem — no Brasil —, com data de estreia prevista para 29 de outubro. O longa é uma adaptação do primeiro livro da série As Crônicas de Wildwood, escrito por Colin Meloy, vocalista da banda The Decemberists, com ilustrações de Carson Ellis. Com inspiração em clássicos contos de fadas, o enredo nos apresenta Prue McKeel, uma jovem que precisa resgatar seu irmão mais novo, raptado por um bando de corvos selvagens. Ele é levado para uma floresta misteriosa em Portland, onde a atmosfera alternativa traduz muito bem o teor da obra.
Com um inesperado companheiro de classe, Curtis, em sua jornada para salvar o irmão, Prue descobre conflitos, animais falantes e um crescente desequilíbrio na Floresta Impenetrável. Uma missão que antes era apenas um resgate acaba tomando proporções muito maiores. Confira o trailer abaixo:
Com sua cultura de alinhar o trabalho analógico ao digital, a LAIKA se difere de outros estúdios, como Pixar, Disney ou Illumination, ao apostar no stop-motion. Ela não aderiu integralmente à computação gráfica (CGI), mas se muniu da tecnologia das impressoras 3D como um facilitador no trabalho dos artistas. Com distribuição da Imagem Filmes, este se torna o sexto lançamento do estúdio.