A segunda temporada de Devil May Cry já está disponível na Netflix e continua de um ponto interessante: o exército estadunidense está atacando o Submundo, Lady está em uma missão paralela por lá e o nosso protagonista Dante está congelado (?).
Vergil, irmão de Dante e braço direito de Mundus, é encarregado de recuperar o artefato Arkana e para detê-lo Lady deverá recorrer ao caçador de demônios que estava sendo deixado de lado ao mesmo tempo que é revelado o novo vilão Arius na trama.
Mais erros que acertos…
Arius é o líder da Oroborus e deseja reunir todos os artefatos que, segundo a lenda, libertarão Argosax, o grande Senhor das Trevas, o Satanás, ou outros termos que queira para identificá-lo e aqui começa um dos erros dessa temporada: O vilão Coelho Branco da primeira temporada era bem mais original, aterrorizante e porque não temível.
Falando em Arius, ele é um homem dos negócios e uma forte ligação que possui é com o presidente dos EUA que mais lhe serve como marionete do que outra coisa e aqui há um excesso de pauta política e religiosa inseridas excessivamente, talvez com intenção de ser alguma ironia, mas que acaba tendo até um tom cômico.
Lady continua sendo uma das poucas personagens femininas da história e aqui ela evoluiu para melhor deixando de usar gírias e palavrões em excesso para ser um pouco mais centrada – apesar de ter seus diálogos vazios durante a trama. E querendo, ou não, Lady acaba novamente ofuscando Dante, o protagonista que aqui reencontra o irmão que pensava estar morto e apesar das brigas casuais entre familiares do mesmo sangue, ele demonstra um afeto a sua maneira ao Vergil.

…Mas nem tudo é terra arrasada.
Vergil é sem dúvidas o destaque dessa temporada pois ele é introduzido como uma pessoa arrogante que se juntou ao Mundus (que era inimigo de seu irmão), mas ao ver seu passado percebemos que ele foi até ingênuo e apesar de ser meio-demônio ele tem humanidade.
Aliás, as cenas de flashback que aparecem tanto com as visões de Dante quando de Vergil nos fazem ter uma empatia maior por eles e ver o passado do ponto de vista de cada um nos dá uma dimensão de o quanto algo sempre os uniu: o amor pela mãe, Eva.
Outra coisa que não poderia passar batido como ponto positivo é a sonoridade do seriado, seja nas lutas com o uso das espadas e armas de fogo quanto a própria trilha sonora mesmo que dessa vez continua incluindo bandas como Evanescence, Korn e Papa Roch.
As cenas de ação não são criativas tanto no quesito movimentação quanto naqueles diálogos que sempre ocorrem entre os personagens, mas ao mínimo muitas delas são longas e animadas prendendo sua atenção.
No geral, a segunda temporada de Devil May Cry poderia ser bem melhor pois ainda não dá o destaque necessário ao protagonista, apesar de incluir novos personagens e fortalecer o laço entre Dante e Lady ainda falta aproximar a animação dos fãs de seus games.
Devil May Cry possui 8 episódios e todos já estão disponíveis na Netflix inclusive com opção de dublagem em português.
