Ghost in the Shell é um mangá criado em 1989 por Masamune Shirow que já recebeu inúmeros filmes e animes animados, um live action em 2017 estrelado por Scarlett Johansson e agora quase 40 anos depois recebe mais uma adaptação em anime, dessa vez pelo estúdio Science Saru e exibido pela Prime Video.
Mas ao contrário da sua adaptação mais conhecida lançada em 1995, dessa vez Ghost in the Shell é mais fiel ainda ao mangá, o que pode gerar certa estranheza principalmente aos fãs da animação da década de 90.

The Ghost in the Shell é belo e confuso
Ambientado em 2029, numa sociedade onde cérebros e corpos cibernéticos possuem acesso a uma rede de informações através de cabos inseridos na nuca. Ou seja, acaba que memórias, corpos físicos e mentes possam ser substituíveis e maleáveis e aqui que entra a Seção 9, uma unidade secreta do governo anti-terrorismo cibernético liderado pelo chefe Amaraki e em campo temos a atuação da Major Motoko Kusanagi, que na verdade é uma andróide.
Até aqui, há muitas semelhanças com o filme de 1995, mas essa adaptação acaba trazendo a “verdadeira Major Kusanagi”, uma pessoa que faz piadas, flerta em diversas situações, reclama e dar ordens aos seus colegas deixando de lado aquela frieza que se espera de um andróide.
Outra coisa que pode afastar os fãs do anime é que em todos os episódios há uma quantidade imensa de informações, acompanhados de termos técnicos e alguns raciocínios e diálogos rápidos entre os personagens que deixam a trama confusa, ou seja, você deve filtrar bastante o que vai realmente impactar lá na frente.
Por outro lado, há um verdadeiro deleite quando tratamos das artes, cores e qualidades da animação, que nos entrega um ambiente cyberpunk regado a máquinas, cabos em meio e uma imagem futurista com cenas de ação muito bem feitas. Alinhando-se a isso é possível também destacar a trilha sonora que usa bastante jazz com um pitada de música eletrônica nos ambientando naquele mundo cyberpunk.
Apesar de ter seus lados positivos e negativos, Ghost in the Shell entrega uma história para nos fazer refletir já que os grandes vilões aqui são as corporações infiltradas na sociedade que deixam até o governo sendo marionetes destas, e por um lado, a Major Kusanagi é o retrato que essa tecnologia pode apresentar-se ao nosso favor trabalhando do lado dos humanos usando seus conhecimentos para também de certa forma ser espontânea e livre.