Dezembro de 1987, Londrina. A agência Banestado é assaltada e se torna ponto central de um dos episódios mais inusitados da história criminal brasileira. Esse é o pano de fundo para Assalto à brasileira, novo longa de José Eduardo Belmonte (Alemão), que estreia em novembro nos cinemas.
O filme revisita o caso, que ultrapassou os limites de uma ocorrência policial e tornou-se um retrato das contradições sociais e econômicas do país no final da década de 80.
Assalto à brasileira e o crime que parou Londrina
Era por volta de 11h quando sete homens armados, com rostos encobertos, entraram na principal agência do Banestado. Vigias foram rendidos e o assalto foi anunciado dando início a um acontecimento marcado por um desfecho no mínimo surpreendente.

Naquele dia, mais de 300 colaboradores e clientes foram feitos de reféns do edifício de três andares. Os criminosos exigiam a quantia de 30 milhões de cruzados e um ônibus com vidros cobertos para garantir a fuga até São Paulo.
Cerca de 5 mil pessoas se aglomeraram próximo ao banco para acompanhar a ocorrência, e parte delas inclusive demonstrou apoio aos assaltantes, aplaudindo-os.
Em uma época de grave crise econômica envolvendo a inflação, e o desgaste provocado pelas dificuldades financeiras, a população tinha um sentimento fortemente negativo em relação ao sistema bancário, o que contribuiu para a reação positiva como forma de protesto.
A adaptação para a ficção nas telonas
O diretor José Eduardo Belmonte parte do acontecido em Londrina para a narrativa de Assalto à Brasileira, que acompanha Paulo (Murilo Benício), um jornalista recém-demitido que vê no assalto a chance de conseguir um grande furo.
Ele decide, então, intermediar a negociação entre os líderes da quadrilha, Moreno (Christian Malheiros) e Barba (Robson Nunes), e o policial Fonseca (Paulo Miklos).
O roteiro fica por conta de L.G. Bayão (Aumenta que é Rock and Roll) e também tem no elenco Fernanda de Freitas e Yohama Estima.
Assalto à Brasileira conquistou os prêmios de Melhor Ator, para Murilo Benício; Melhor Ator Coadjuvante, para Christian Malheiros; e Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Brasília, e foi exibida na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Cinema Brasileiro de Paris.
O longa estreia no dia 5 de novembro nos cinemas.
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