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Low Fantasy: quais são os 10 filmes mais realistas desse subgênero

O low fantasy (Fantasia Baixa) é um subgênero da ficção que utiliza elementos mágicos ou sobrenaturais no nosso mundo real, em vez de em universos totalmente fantásticos. Os filmes dessa vertente costumam utilizar a magia de modo sutil ou intensificá-la justamente  para contrastar com o ambiente mundano ao seu redor, focando em personagens humanos normais. Com isso em mente, os filmes apresentados a seguir são os títulos de low fantasy mais realistas do cinema, destacando-se por seus personagens e arcos psicológicos verdadeiros.

Confira a seguir a lista dos 10 filmes Low Fantasy:

10. Asas do Desejo  (1978)

O clássico escrito por Wim Wenders apresenta ao telespectador os anjos invisíveis  Damiel (Bruno Ganz) e Cassiel (Otto Sander) como observadores silenciosos das esperanças e medos dos seres humanos que vagam pelas ruas de Berlim.  Com elementos sobrenaturais sutis e sem grandes milagres, o filme foca nas lutas diárias enfrentadas pela humanidade. Mesmo filmado em um preto e branco melancólico, Asas do Desejo, transmite a visão de que vida terrena  é fundamentalmente bela -tanto que até mesmo anjos desejam participar dela.

9. Harry Potter: e o prisioneiro de Azkaban  (2004)

Mesmo apresentando elementos narrativos da “Alta Fantasia”, devido a seu mundo bruxo complexo, cheio de magia e  missões heróicas, o terceiro filme da saga, dirigido por Alfonso Cuarón, se apega fortemente ao realismo nesta produção. Em uma trama que aborda magia sob uma visão mais fria, solitária e emocionalmente real. Onde os feitiços servem de pano de fundo para que os personagens tenham que lidar com traumas, luto e os problemas da adolescência.

8. A viagem de Chihiro (2001)

Produzida pelo cineasta Hayao Miyazaki, está animação   acompanha Chihiro, uma garota de dez anos que precisa sobreviver no mundo espiritual para salvar seus pais, que foram transformados em porcos pela bruxa Yubaba. Apesar de parecer imaginativa demais com seus bebês gigantes e deuses estranhos, o longa traz o realismo ao apresentar o amadurecimento psicológico de Chihiro. O próprio mundo espiritual apresenta problemas cotidianos como trabalhadores reclamando do trânsito, a poluição de rios e a solidão urbana.

7. O Cavaleiro Verde (2021)

O filme de David Lowery, reconstrói o universo do Rei Arthur ao apresentar Sir Gawain (Dev Patel), como seu sobrinho, aceitando um desafio mortal feito pelo Cavaleiro Verde. E em uma trama que se afasta do heroísmo romantizado, ela acaba  apresentando uma jornada difícil e existencial protagonizada por um homem cheio de falhas. Em que Gawain vai em sua jornada para receber o golpe de machado, um ano após golpear o Cavaleiro Verde com o mesmo.

6. O Homem do Norte (2022)

O longa acompanha a trajetória violenta do Príncipe Amleth, em sua busca por vingança contra o tio Fjorn, por ter assassinado seu pai anos atrás, mas ao longo da trama esse desejo acaba consumindo toda a identidade do jovem. Embora a trama apresenta elementos fantásticos da mitologia nórdica – como as valquírias, profecias e visões -, o diretor Robert Eggers conta a história com um rigoroso realismo histórico Onde os elementos sobrenaturais como a manifestação da fé e da psicologia daquela cultura.

5. Carne e Sangue  (1985)

Dirigido por Paul Verhoeven, Carne e Sangue inovou nos anos 80 ao eliminar o tom romântico das fantasias medievais. Ambientada na Europa Renascentista, a trama acompanha o grupo de mercenários, liderado por Martin (Rutger Hauer) que sequestra a futura noiva de um nobre que os enganou. A narrativa se desenvolve em um cenário que faz jus a época medieval: castelos imundos, os horrores da peste negra e da guerra e personagens que agem de forma egoísta e violenta quando são colocados sob pressão. As superstições e profecias que moldam as ações dos personagens funcionam como um retrato psicológico da época e não em elementos sobrenaturais.

4. A Felicidade Não Se Compra (1946)

A trama acompanha George Bailey (James Stewart), um homem bondoso e pai de família que sempre  sacrificou seus sonhos por ela e por sua comunidade. E às vésperas do natal, enfrentando uma crise financeira e à beira do suicídio, George é salvo por Clarence (Henry Travers), um anjo que lhe mostra como seria o mundo se ele nunca tivesse existido. Apesar de possuir um elemento sobrenatural, o clássico de Frank Capra, apresenta temas realistas como a depressão, empatia e o valor das conexões humanas.

 3. À Espera de Um Milagre (1999)

Baseado na obra de mesmo nome do autor Stephen King, acompanha o guarda Paul Edgecomb (Tom Hanks) em seu trabalho no corredor da morte durante a Grande Depressão de 1930. Quando sua rotina muda com a chegada de John Coffey (Michael Clark Duncan), prisioneiro imponente que é acusado injustamente de assassinar duas jovens, apesar de possuir um dom mágico para curar as pessoas. Apesar de apresentar esse toque sobrenatural, o longa de três horas apresenta um drama carcerário realista onde a crueldade humana, o preconceito e a empatia estão presentes em um cenário que faz jus a época em se passa.

2. O Labirinto do Fauno (2006)

Neste longa-metragem o cineasta Guillermo Del Toro produz uma obra em que fantasia e realidade se tornam uma só. Ambientada na Espanha Facista pós guerra civíl, a jovem Ofélia e sua mãe que está grávida, se mudam para um posto militar comandado pelo Capitão Vidal. Assustada e sem amigos por perto, a jovem acaba encontrando um labirinto onde um fauno mandando-a enfrentar algumas tarefas perigosas, para provar que ela é uma princesa perdida do seu mundo. Este filme se torna um low fantasy, pela ambiguidade de sua narrativa, sugerindo que mundo fantástico era apenas a imaginação da personagem que o utilizava como refúgio para suportar toda a brutalidade da guerra.

1. O Sétimo Selo (1957)

Está obra produzida em preto e branco por Ingmar Bergman, acompanha o cavaleiro  medieval Antonius Block (Max Von Sydow) em seu retorno das cruzadas para uma Suécia devastada pela Peste Negra. E ao se deparar com a personificação da Morte (Bengt Ekerot), ele a desafia em uma partida de xadrez na tentativa de adiar seu fim e poder encontrar um sentido para sua existência. Em uma atmosfera consumida pela doença, histeria religiosa e violência a presença da morte funciona menos como um elemento de fantasia e mais como uma metáfora poética realista sobre a  angústia humana.

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