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O novo filme de Robert Eggers, Werwulf, ganha seu primeiro trailer

Após o sucesso de crítica e bilheteria do remake de Nosferatu (2024), Robert Eggers retorna este ano para mais um filme de terror folclórico e gótico. Desta vez o diretor traz o lobisomem como personagem central de sua história intitulada, Werwulf, com estreia marcada para o natal. E em seis meses para seu lançamento, o primeiro trailer da produção foi disponibilizado pela Focus Features, revelando um pouco sobre como o cineasta abordará o mito.

Ao lado de Eggers (A Bruxa e O Farol), o poeta islandes, Sjón (O Homem do Norte) assina o roteiro da obra. Para dar vida a criatura, Aaron Taylor-Johnson foi escalado para o papel principal, contracenando com Willem Dafoe e Lily-Rose Depp.

Como Werwulf busca se diferenciar de outros filmes de lobisomem

Para redefinir o lobisomem -uma das lendas mais conhecidas do mundo-, Robert Egger se inspirou nos contos tradicionais da idade das trevas para construir a personificação de um mal incompreendido. A produção promete deixar de lado os clichês hollywoodianos, como a fraqueza por balas de prata ou a transmissão da maldição por meio da mordida, além de adotar o linguajar da época em que se passa.

O trailer transporta o espectador para o interior da Inglaterra do século XIII, onde um fazendeiro (interpretado por Aaron Taylor-Johnson) é atormentado por uma maldição que terá sua origem desvendada ao longo da trama. Ao se transformar na besta, ele espalha o terror entre os moradores locais, que passam a armar armadilhas para tentar impedir a carnificina. No entanto, como Egger insinuou em entrevistas, a verdadeira salvação do protagonista pode ser o amor de sua esposa (Deep) e de sua família.

Em entrevista à Esquire, Robert Eggers revelou que o universo de Werwulf é um dos mais sombrios que já criou, apresentando cenas viscerais da transformação de homem em lobo para ilustrar a agonia do personagem. Segundo o diretor, o ambiente hostil e as exigências físicas extremas extraíram uma atuação impecável de Taylor-Johnson:

“É um mundo realmente brutal, implacável, cruel e grotesco. Mais do que nunca, é lama, sangue, esterco,chuva, dor e sofrimento. A atuação de Aaron é incrivelmente angustiante. Podemos afirmar, sem dúvida, que é sua melhor atuação, e o que ele faz fisicamente nas cenas de transformação é extremamente intenso. A intensidade emocional que ele traz para o papel é igualmente extrema”, afirmou o cineasta.

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