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REVIEW | Pragmata é mais um acerto da Capcom e confirma seu bom momento

Após anos de desenvolvimento conturbado, Pragmata finalmente chegou como uma das apostas mais ousadas da Capcom nesta geração. Fugindo de suas franquias consagradas, o título apresenta uma narrativa sci-fi com forte identidade, aliada a mecânicas pouco convencionais. O resultado é uma experiência que, mesmo com algumas limitações, se destaca pela originalidade.

A trama acompanha o astronauta Hugh e a Pragmata Diana em uma estação lunar dominada por uma inteligência artificial hostil chamada IDUS. Sem entrar em detalhes cruciais para evitar possíveis spoilers, a narrativa se apoia em temas clássicos da ficção científica, como a relação entre humanos e máquinas e os limites da tecnologia. Ainda que seja relativamente simples em sua estrutura, a história funciona bem por causa do vínculo entre os protagonistas, que serve como eixo emocional da jornada.

Diferente de narrativas excessivamente complexas, Pragmata opta por uma abordagem mais direta e positivista, o que contribui para o ritmo da campanha, que para ser finalizada leva em torno de 20 horas. Esse minimalismo narrativo pode não agradar quem busca grandes reviravoltas, mas reforça a proposta de uma experiência focada e envolvente, e difere muito dos tons sombrios que estamos acostumados nos jogos atuais.

Visualmente, o jogo impressiona. Construído com a RE Engine, o título apresenta uma ambientação sci-fi marcante, com cenários que alternam entre corredores estéreis e o vazio do espaço, criando uma sensação constante de isolamento. A direção de arte é um dos pontos altos, com identidade própria e influências claras de clássicos do gênero.

Os modelos de personagens e efeitos de iluminação contribuem para um visual consistente e imersivo. Ainda assim, algumas poucas vezes foi sentido pequenas inconsistências técnicas e perdas visuais em modos de desempenho, o que pode impactar a experiência em certos momentos, além da dessincronização labial durante algumas conversas com a Diana na sua base. No geral, porém, trata-se de um trabalho sólido, que ajuda a sustentar o clima futurista da narrativa.

É na jogabilidade que Pragmata realmente se diferencia. O game mistura tiroteio em terceira pessoa com Hugh, com mecânicas de hacking em tempo real com a Diana, criando uma dinâmica onde o jogador precisa atirar e resolver pequenos puzzles simultaneamente . Essa combinação traz uma camada estratégica interessante e torna os confrontos mais dinâmicos do que em shooters tradicionais.

O controle simultâneo dos dois protagonistas adiciona complexidade e variedade, exigindo coordenação e raciocínio rápido, porém depois de um tempo, fica intuitivo. O combate é viciante e criativo, mas as lutas contras os chefões de fase são as que mais brilham por sua criatividade e dificuldade que não chega a ser punitiva e nem desonesta. Inimigos comuns algumas vezes são repetidos, porém conforme você avança no jogo, novos inimigos e versões melhores dos inimigos iniciais começam a aparecer, tornando o combate ainda mais estratégico.

Pragmata é um exemplo claro de como novas propriedades intelectuais ainda podem surpreender no cenário AAA. Com uma narrativa simples, mas eficaz, gráficos competentes e uma jogabilidade inovadora, o título se consolida como uma experiência memorável, ainda que não perfeita. Pragmata é o Clair Obscur: Expedition 33 de 2026? Não exatamente, mas certamente a tentativa foi excelente! O jogo está disponível para PC (via Steam), PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series S|X.

Para mais notícias relacionadas a Pragmata e outras matérias de cultura pop, acesse a página principal da Black Company!

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