The Blood of Dawnwalker, RPG de mundo aberto da Rebel Wolves, chega às lojas em 3 de setembro debaixo de uma expectativa e tanto, afinal, o jogo é a estreia do estúdio formado por veteranos da CD Projekt Red, com raízes visíveis em The Witcher 3. Com as primeiras notas da crítica já divulgadas, a resposta tem sido, de forma geral, positiva, e a própria equipe de desenvolvimento fez questão de comemorar o resultado publicamente.

Alívio depois da tensão: o que disse o diretor criativo
Nem sempre desenvolvedoras se permitem mostrar o lado mais humano do processo de criação de um jogo, mas foi exatamente isso que fez o diretor criativo Mateusz Tomaszkiewicz ao se pronunciar nas redes sociais. Em resposta a um post do usuário Shinobi602, que compilou as notas recebidas pelo jogo, Tomaszkiewicz admitiu que a espera pelas reviews foi um período de tensão para toda a equipe da Rebel Wolves.
As notas da crítica: como o jogo foi avaliado
As notas dadas por veículos especializados variam de 6 a 10, a depender da publicação. O intervalo já indica que a recepção está longe de ser unânime. Ainda assim, o resultado consolidado é positivo: no Metacritic, o jogo tem uma média de 83, baseada em 59 reviews de imprensa até o momento da publicação. É um número sólido para a estreia de um estúdio novo no mercado. A IGN deu nota 9 de 10 ao título, somando-se a uma nota 8 de 10 da Eurogamer e a avaliações semelhantes de vários outros veículos especializados.
As decisões de design por trás da narrativa
Duas escolhas específicas ajudam a explicar por que The Blood of Dawnwalker está conquistando a crítica: a vulnerabilidade do protagonista e a pressão constante do tempo.
Coen, o protagonista, está em processo de se transformar em vampiro, mas ainda consegue caminhar livremente durante o dia. É um detalhe que influencia diretamente as decisões narrativas do jogo. Segundo o diretor Konrad Tomaszkiewicz, mesmo tendo alguns poderes, Coen foi deliberadamente projetado para ser fácil de matar. A lógica por trás disso é simples: um protagonista overpowered dificulta contar boas histórias, já que retira o risco real das situações. Ao manter Coen vulnerável, capaz de se machucar e até morrer, o estúdio garante que as apostas da trama continuem relevantes do início ao fim.
O segundo pilar é o sistema de tempo limitado. Segundo o diretor narrativo Jakub Szamalek, ao abrir a parte principal do jogo, o jogador recebe um prazo de trinta dias e trinta noites para resgatar sua família. É tempo suficiente para completar a maior parte das missões, mas não todas elas. Essa escolha nasceu de uma crítica direta a um problema recorrente em RPGs de mundo aberto: o jogador costuma receber uma missão urgente, mas segue livre para explorar o mapa sem pressa alguma, o que acaba esvaziando qualquer senso real de urgência.
Quando e onde jogar
The Blood of Dawnwalker chega em 3 de setembro para PC, PS5 e Xbox Series X/S. A Rebel Wolves ainda divulgou um trailer de lançamento recentemente. É uma boa pedida para quem quer se situar antes de encarar as trinta noites de Coen. Com o lançamento batendo na porta, o próximo capítulo dessa história será a reação do público em geral. Fica o convite: depois de jogar, volte aqui pra contar se a Rebel Wolves realmente entregou o RPG que prometeu.