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Nova edição de O Crime do Cais do Valongo já está em pré-venda

O romance “O Crime do Cais do Valongo”, da escritora brasileira Eliana Alves Cruz, será relançado pela editora Record. A publicação acontecerá em julho, mas os leitores já podem adquiri-lo na pré-venda.

O livro brasileira “O Crime do Cais do Valongo”, de Eliana Alves Cruz, é uma ficção que retrará dilemas da comunidade negra envolvida em um suspense-histórico, pois a narrativa se passa durante a escravidão do Brasil. A obra foi lançada pela primeira vez pela editora Malê em 2018, agora ela ganhou uma nova editora, fazendo parte do Grupo Editorial Record.

A nova edição contém indicação para maiores de 16 anos, com 198 páginas ao todo e um epílogo inédito. Os interessados poderão adquirir através da pré-venda que já está acontecendo nas livrarias e e-commerces. O lançamento oficial da obra está marcado para o dia 13 de julho de 2026. Com isso, Eliana Alves Cruz inaugura a coleção Crimes Coloniais, que amplia e aprofunda a história da escravidão no Brasil.

A autora, Eliana Alves Cruz, é carioca, jornalista e roteirista. Já publicou outras obras como “Água de Barrela”, seu romance de estreia com o qual ganhou o primeiro lugar no Prêmio Oliveira Silveira de 2015, da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura, e menção honrosa do Prêmio Thomas Skidmore 2018, do Arquivo Nacional e da universidade americana Brown University. Ganhou o Prêmio Jabuti de 2022, na categoria contos, com o livro “A Vestida” e foi indicada ao International Emmy Awards de 2024 pela atuação no time de roteiristas da série “Anderson Spider Silva”.

Sinopse de “O Crime do Cais do Valongo”

Em uma combinação de ficção histórica e suspense, O crime do Cais do Valongo é uma narrativa que convida o leitor a investigar as cicatrizes deixadas pela escravidão no Brasil. A história se desdobra entre Moçambique e o Rio de Janeiro, acompanhando duas trajetórias que se entrelaçam: a do livreiro mestiço Nuno Alcântara Moutinho e a de Muana Lomué, uma mulher moçambicana escravizada.

Tendo como eixo o assassinato do comerciante Bernardo Vianna, a trama conduz o leitor por uma investigação que revela não apenas um crime, mas um passado ainda pulsante. No centro dessa experiência está o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, principal porto de entrada de africanos escravizados nas Américas e espaço simbólico de memória, violência e silenciamento histórico.

Ao articular mistério, este romance propõe uma reflexão contundente: a história não pertence apenas ao passado, mas se inscreve no presente, moldando estruturas, relações e identidades. Com uma escrita envolvente e sensível, a obra se destaca na literatura afro-brasileira por dar voz a personagens e experiências historicamente marginalizados.

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