Com 13 faixas, disco lançado em 16 de outubro reúne composições pessoais e explora diferentes caminhos dentro do rock
Pitty lançou em 16 de outubro seu novo álbum de estúdio, batizado simplesmente de Pitty. O trabalho chegou às plataformas digitais pela gravadora Deck e marca o retorno da cantora a um disco de músicas inéditas sete anos depois de Matriz, de 2019. Com 13 faixas, o projeto apresenta um novo conjunto de composições assinado pela artista.
O álbum começa com “Sobremesa”, música divulgada como single em setembro, e segue por um repertório que inclui títulos como “Armadura”, “Desobediente”, “Caminhada”, “Amiga” e “Nó”. Pitty assina letras, melodias e riffs das canções e divide a produção musical com Rafael Ramos, colaborador de longa data. Algumas faixas também contam com a participação de outros produtores, como Nave e Felipe Vassão.
O lançamento chega após um período de pausa e reorganização criativa, que abriu espaço para a cantora experimentar novas combinações sonoras. O rock continua no centro do trabalho, mas aparece acompanhado de melodias mais abertas, ritmos dançantes e referências que ampliam a paleta musical do disco. As letras também passam por experiências pessoais e relações humanas, sem abandonar o espírito questionador presente em diferentes momentos de sua trajetória.
Veja o clipe de “Sobremesa”, single do novo álbum:
Pitty e a construção de uma discografia marcante no rock brasileiro
Pitty ganhou projeção nacional em 2003 com Admirável Chip Novo, álbum de estreia que apresentou músicas como “Máscara”, “Teto de Vidro” e “Equalize”. O disco colocou a cantora entre os nomes de destaque do rock brasileiro dos anos 2000, com letras que abordavam identidade, comportamento e questionamentos sociais.
Em 2005, Anacrônico aprofundou essa identidade, reunindo faixas como “Na Sua Estante”, “Memórias” e a música que dá nome ao álbum. Na sequência, Chiaroscuro (2009) ampliou os caminhos instrumentais e as referências do repertório, com “Me Adora” entre os principais destaques. Já Setevidas, de 2014, trouxe uma sonoridade mais densa, enquanto Matriz, lançado em 2019, explorou influências variadas e aproximações com diferentes tradições musicais.
Além dos trabalhos solo, a artista também desenvolveu o projeto Agridoce ao lado do guitarrista Martin Mendonça e lançou registros ao vivo que documentam diferentes fases de sua carreira. Ao longo de mais de duas décadas, Pitty construiu um repertório reconhecível, mas sem depender de uma única fórmula musical.
O novo álbum, que leva seu próprio nome, retoma essa disposição para experimentar. Em vez de funcionar apenas como uma retrospectiva de sua identidade artística, o disco apresenta outras possibilidades para a cantora, mantendo as guitarras como parte importante do som e abrindo espaço para novas texturas e ritmos.