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Marjane Satrapi, autora e diretora de Persépolis, morre de “tristeza”

A família comunicou a morte da autora franco-iraniana Marjane Satrapi. Ela é autora da graphic novel “Persépolis” e diretora da adaptação de sua obra, a qual concorreu ao Oscar.

A autora Marjane Satrapi, pseudônimo de Marjane Ebrahimi, faleceu aos 56 anos. O anúncio veio através de um comunicado do Palácio do Eliseu nesta quinta-feira (04/06). “Seu falecimento representa a perda de uma figura importante na cultura francesa e de uma artista profundamente comprometida com a liberdade, cujo trabalho carregava uma mensagem universal e lhe rendeu imenso reconhecimento internacional”, disse a nota.

A família da autora e diretora informou que causa da morte de Marjane Satrapi foi tristeza, devido ao falecimento do seu companheiro em 2025. “Marjane Satrapi morreu de tristeza pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido e o amor de sua vida“, segundo o G1 que reproduziu o comunicado dos parentes à rede de TV Euronews.

Marjane Satrapi ficou mundialmente conhecida através da sua graphic novel “Persépolis” (2000-2003). A história narra sua infância em Teerã (Irã) durante a Revolução Islâmica. Também atuante no mercado cinematográfico, a obra “Persépolis” foi adaptada para longa-metragem. O filme saiu nos cinemas em 2007, dirigida pela própria Satrapi em parceria com Vincent Paronnaud. A adaptação ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes no ano de 2007, além de ter sido indicada ao Oscar.

Ela também é responsável por outras produções como “Les monstres n’aiment pas la lune” de 2001(Os Monstros não Gostam da Lua), “Broderies” de 2003 (Bordados) e “Poulet aux prunes” de 2004 (Frango com Ameixas). Para o cinema, além de “Persépolis”, também produziu “Chicken with plums” de 2011, “Gang of the Jotas” de 2012 e “The Voices” de 2014.

Sinopse de Persépolis

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.

Em “Persépolis”, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

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