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A imagem mostra o logo do Spotify atrás e ferramentas em primeiro plano

Spotify e Universal criam ferramenta para fazer covers com IA

O Spotify anunciou, na quinta-feira (22/05), que firmou uma parceria com a Universal Music Group (UMG) para criar uma ferramenta que permite que fãs criem covers e remixes, e tudo usando IA. A ferramenta, que não tem data para lançamento ainda, será uma adição paga e exclusiva para os assinantes do Spotify Premium, e segundo a plataforma irá oferecer uma parte dos lucros dessas produções aos artistas.

Havia indícios de algo assim desde o ano passado, com o Spotify trabalhando com gravadoras e estúdios como Sony Music Group e Warner Music Group para desenvolver produtos de IA que valorizassem, dentro do possível, o trabalho dos artistas.

Spotify, artistas e IA

Na ocasião, a plataforma disse que “ferramentas de IA deveriam ser construídas por meio de acordos prévios, e não pedindo perdão depois.” Segundo os executivos, artistas deveriam decidir se querem ou não participar na criação e do uso de funcionalidades por IA, e os que quisessem seriam recompensados de forma justa.

Ao falar sobre o acordo firmado com a Universal, Alex Norström, co-CEO do Spotify, disse que eles estão construindo algo baseado em consentimento, crédito e compensação para os artistas e compositores. “O que o Spotify faz pela música é solucionar problemas difíceis”, disse. “Trabalhamos em conjunto com Sir Lucian Grange [Chairman e CEO da UMG] e seu time durante cada transformação tecnológica.”

Segundo Alex, essa iniciativa ajuda na evolução do ecossistema musical, tornando-o mais rico e benéfico para fãs, e com recompensas e entradas financeiras melhores para os artistas. Grange disse ainda que essa é uma forma de os artistas estreitarem o relacionamento com a base de fãs e criarem novas oportunidades de ganhar receita adicional.

Até o momento não há informações sobre quais artistas da UMG aceitaram participar da iniciativa.

Escolhendo o caminho mais seguro

Apesar de o ecossistema envolvendo IA e música ser uma estrada tortuosa. O Spotify parece ter feito o melhor possível para equilibrar as coisas. Isso porque serviços como o Suno e o Udio, pioneiros na união entre IA e música, estão lidando com processos judiciais complicados desde que começaram a construir suas ferramentas de criação por IA.

Em novembro do ano passado, o Suno teve que pagar meio milhão de dólares para a Warner Music Group meses depois de já ter quitado um valor pelo mesmo motivo, mas dessa vez para a UMG.

Para não cair no mesmo problema, o Spotify foi por outro lado: ao ver a demanda por IA vinda dos assinantes, a plataforma buscou diretamente um dos maiores selos do mercado, e a UMG parece ter sido o primeiro de muitos, embora nada tenha sido confirmado ainda.

E você? Acha que IA e música tem alguma maneira de funcionar juntos?

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