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Diretor de Moana revela desafios para adaptar a animação ao live-action

Em cartaz nos cinemas nacionais, a adaptação em live-action de Moana chegou cercada de expectativas dos fãs da animação de 2016, especialmente sobre como a nova versão preservaria a essência da história original. Thomas Kail, diretor do live-action, defendeu que a adaptação manteve a narrativa e os elementos que fizeram a animação ser querida pelo público. Segundo ele, mudar completamente a história seria um erro.

Em entrevista recente, Kail ressaltou que o objetivo da equipe não era copiar a animação, mas apresentar a mesma narrativa de uma maneira diferente. Apesar de preservar a trama central, ele destacou que não se trata de uma reprodução exata. “Nosso filme tem cenas completamente diferentes. Há personagens dizendo falas diferentes, piadas diferentes e até uma ordem diferente dos acontecimentos. Ele não é, de forma alguma, um espelho do roteiro original”, revelou.

O autor ainda explicou que sua experiência no teatro influenciou a abordagem. Ele compara o processo às releituras teatrais, que buscam dar nova vida a obras já existentes. “Venho do mundo do teatro, onde fazemos releituras o tempo todo. Isso é a essência do nosso trabalho: tentar dar uma nova vida a um texto que já existe”, disse.

Por fim, ele afirmou que o formato em live-action oferece uma experiência emocional distinta. “Por ser interpretado por pessoas de verdade, o nosso filme tem uma diferença natural. A sensação transmitida ao ver uma garota real enfrentando uma tempestade ou encarando um monstro de lava é empolgante”, finalizou o executivo.

Apesar dos esforços do diretor, o filme aparece com uma aprovação de apenas 36% no Rotten Tomatoes. Além disso, o longa-metragem arrecadou apenas US$ 4,5 milhões nas sessões de pré-estreia realizadas nos Estados Unidos. O desempenho inicial acende um sinal de alerta devido aos altos custos do projeto. Moana teve um orçamento estimado em US$ 250 milhões, sem contar os gastos com marketing e distribuição.

Os cuidados de Thomas Kail com a adaptação refletem um momento de reflexão para a Disney, que tem visto seus filmes em live-action enfrentarem desafios para repetir o impacto das animações originais junto ao público. Mais do que o resultado de bilheteria, o desempenho de Moana poderá indicar os caminhos que o estúdio seguirá nos próximos anos e até que ponto essas releituras ainda têm espaço para conquistar uma nova geração de espectadores.

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