No dia 08 de junho a Netflix revelou o primeiro trailer oficial de Miguel Ángel Blanco: As 48 horas que mudaram a Espanha. Dirigido por Jon Sistiaga e Juanjo López, o filme chega à plataforma no dia 10 de julho.
Produzida pelo The Tintirin Team, o documentário cobre os acontecimentos dos dois dias em que a Espanha inteira se mobilizou para tentar impedir o assassinato do vereador Miguel Ángel Blanco, sequestrado pelo grupo ETA (Euskadi Ta Askatasuna ou Pátria Basca e Liberdade). A tragédia deixou um marco profundo no país, e o filme marca o 29º aniversário de seu rapto e, posteriormente, morte.
Quem é a figura principal de Miguel Ángel Blanco: As 48 horas que mudaram a Espanha?
Miguel Ángel Blanco foi um jovem economista e político espanhol, vereador do Partido Popular (PP) na cidade de Ermua, no País Basco. Blanco tornou-se um símbolo da resistência civil espanhola após ser sequestrado e assassinado pelo grupo separatista ETA.

O homem foi raptado pelos membros do grupo enquanto ia para o trabalho. O grupo exigia que o governo espanhol transferisse cerca de 500 presos da organização para prisões dentro do País Basco. Foram dadas 48 horas para que a ordem fosse cumprida, e caso contrário Blanco seria assassinado.
O governo, à época liderado por José María Aznar, se recusou a aceitar as exigências do ETA para não legitimar as ações do grupo. 50 minutos depois do prazo, o jovem político foi assassinado e abandonado em um campo nos arredores de San Sebastián. Encontrado com vida, faleceu no hospital nos primeiros momentos do dia 13 de julho de 1997.
A construção do documentário
Miguel Ángel Blanco: As 48 horas que mudaram a Espanha conta com 30 testemunhos de diversas pessoas, incluindo algumas que estavam diretamente envolvidas nas decisões complexas, pessoas e institucionais que precisavam ser tomadas durante as 48 horas do sequestro.
Alguns nomes são José María Aznar, Jaime Mayor Oreja (Ministro do Interior) e Carlos Totorika, prefeito de Ermua. Também foram entrevistadas a irmã de Blanco, Maria del Mar e o Rei da Espanha, que era Principe de Asturias no momento do ocorrido, e experienciou o sequestro e assassinato do jovem.
Relembrando a corrida contra o tempo, os participantes vão desde jornalistas que cobriram o caso até figuras políticas variadas que tiveram papeis importantes na mobilização espanhola. Amigos, parceiros de banda, policiais e companheiros de trabalho de Miguel também fazem parte do documentário, ao lado dos médicos que tentaram salvar sua vida.
Pela primeira vez em 29 anos, o documentário traz a visão de quem tentou ativamente impedir o assassinato de Blanco e salvar sua vida negociando com os membros do ETA. As informações obtidas pelo documentário nunca foram mencionadas anteriormente nem sequer confirmadas por fontes oficiais até agora.
Foram mais de 180 horas de arquivos analisadas, mais de 30 fontes audiovisuais nacionais e internacionais e dezenas de jornais de todos os lugares do mundo, tudo para reconstruir com a maior fidelidade possível o ocorrido naquelas 48 horas que culminaram no assassinato de Miguel Ángel Blanco.
Miguel Ángel Blanco: As 48 horas que mudaram a Espanha estreia no dia 10 de julho na Netflix.
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