O documentário Rafa pincela a carreira do tenista Rafael Nadal transitando entre os jogos finais da carreira passando pelos primeiros passos do jovem promissor que se tornaria o segundo maior vencedor de Grand Slams. Aqui, o telespectador encontra um tenista que em quadra era arrojado, não deixava de ir atrás de nenhuma bola e conhecemos o homem Nadal que tinha medos e incertezas fora das quadras e hoje coloca a família em primeiro lugar.
Um Fenômeno desde cedo
Imagine aos 16 anos estar jogando na Espanha e representando seu país na Copa Davis (A Copa do Mundo do Tênis)? Imagine com essa mesma idade já estar entre os 50 melhores do seu esporte? Rafael Nadal não foi um fenômeno à toa e o seriado mostra bem a sua relação com o esporte desde cedo, quando começou a ser treinado pelo seu tio Toni já aos 5 anos de idade. A pressão sempre foi algo que para as pessoas de fora parecia incomodar, mas ele viveu acostumado com isso e por coincidência ou não, era sobre momentos de pressão que ele mostrava em quadra que era especial.
Um dos pontos interessantes do seriado é falando sobre o maior medo de qualquer atleta que são as lesões e aqui Rafael Nadal teve batalhas implacáveis. Sentindo dores no pé ele descobriu que era portador da Síndrome de Müller-Weiss, uma patologia degenerativa rara e incurável, cuja solução encontrada foi treinar e jogar com uma palmilha especial. Era doloroso? Com certeza, mas este foi o preço que ele estava disposto a pagar naquele momento e o corpo lhe cobrou mais lá na frente. Como a lesão no pé era incurável e mesmo assim Nadal continuou a praticar o esporte, seus joelhos passaram a sofrer mais o afastando das quadras por longos períodos. Ou seja, apesar de ser um grande vencedor em números, o seriado mostra que fora das quadras ele também teve que lutar intensamente.

Rivais e familiares
Os dois grandes rivais de Rafa Nadal no circuito foram Roger Federer e Novak Djokovic e em momentos distintos na carreira. Roger Federer já era o número 1 do mundo e era o grande vencedor de Wimbledon (grama) enquanto Nadal já vencia muitos torneios em Roland Garros (saibro/terra) e tinha como principal meta vencer Wimbledon.
Já quando começou a encontrar Djokovic o Nadal já era o número 1 do mundo e o sérvio se mostrava um rival jovem e disputo a tirar o trono do Rafael, inclusive o vencendo seguidas vezes e afetando o psicológico do espanhol.
Falando em psicológico, outro aspecto interessante abordado foi o lado mais familiar de Nadal. Além da citação do seu treinador e Tio Toni, aqui conhecemos um pouco da esposa Maria Francisca Perello, como foi o começo do relacionamento e os filhos da união.
Devemos citar que o documentário acerta ao não focar em ter uma linha cronológica do início ao fim e sim aotransitar entre as incertezas do Nadal quanto o retorno das quadras e qual seria o momento certo de ouvir seu corpo pedindo para parar, alternando em flashbacks da carreira, as conquistas, estas rivalidades, os jogos épicos, tudo numa tacada só.
