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O filme nacional “Criadas” estreia nos cinemas brasileiros a partir de 11 de junho

O longa-metragem brasileiro Criadas, dirigido e roteirizado por Carol Rodrigues, estreia comercialmente hoje, 11 de junho, nos cinemas brasileiros. Após uma jornada marcada pelo reconhecimentos em festivais nacionais e internacionais, o filme chega ao circuito comercial do país, com exibições em: Aracaju, Belo Horizonte, Camboriú, Caxias do Sul, Fortaleza, Manaus, Poços de Caldas, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Nova Friburgo.

Segundo a sinopse, a trama acompanha o reencontro das primas  Sandra, uma mulher negra retinta (Mawusi Tulani) e Mariana, uma mulher negra de pele clara (Ana Flavia Cavalcanti). O reencontro acontece quando Mariana volta à casa onde ambas passaram a infância -porém vivendo realidades totalmente diferentes-, em busca de uma foto de sua mãe, que trabalhou como empregada do local por anos. À medida que as duas se aproximam, dos fantasmas do passado, da ancestralidade e de antigas feridas começam a vir à tona. 

A produção conta com o patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O filme Criadas aborda com sensibilidade as marcas do racismo estrutural, contribuindo para ampliar o debate na sociedade e fortalecer caminhos de identidade e pertencimento.” Comenta Marina Moreira, superintendente da área de relacionamento, marketing e cultura do BNDES.

O longa, que mistura drama psicológico, realismo fantástico e horror subjetivo, conquistou o prêmio de Melhor Atriz por suas protagonistas, na Mostra Novos Rumos do Festival do Rio. Além disso, integrou a disputa do Africa Movie Academy Awards na categoria de melhor longa-metragem e recebeu o prêmio de Desenvolvimento da Vitrine no BrLab, em 2017.

Por traz da produção do longa-metragem Criadas

Criadas fez sua estreia mundial no Festival do Rio, e desde então, vem sendo celebrado por sua abordagem singular, que transforma questões estruturais em experiências estruturais e íntimas. O filme propõe uma reflexão profunda sobre como os resquícios do sistema escravocrata ainda permanecem na sociedade brasileira. 

Este é o primeiro longa-metragem produzido por Carol Rodrigues e cumpre a missão de continuar a investigação sobre as subjetividades negras femininas, temática que está presente em seus curtas-metragens anteriores, A Felicidade delas e A Boneca e o Silêncio.

Em oito anos de desenvolvimento, o filme passou por importantes laboratórios e mercados internacionais, como o Cine Lab, Cine en Desarrollo e Torino Film Lab. Refletindo a representatividade das telas nos bastidores, a equipe de produção foi composta por 80% de profissionais negros, formada por sua maioria por mulheres e pessoas LGBTQIAP+.

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