Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Revisitando As Crônicas de Nárnia: Origens de Tash

Entenda a teoria criada por fãs a respeito da entidade Tash

Uma antiga ilustração de Pauline Baynes pode servir de pista sobre um dos maiores mistérios de As Crônicas de Nárnia: a origem de Tash, a entidade vil que aparece em A Última Batalha, último livro da série de C. S. Lewis.

A teoria ganhou visibilidade, novamente, graças à nova adaptação de O Sobrinho do Mago, dirigida por Greta Gerwig para a Netflix. Previsto para chegar aos cinemas em fevereiro de 2027, o filme contará justamente a história de origem de Nárnia e da chegada de Jadis, a futura Feiticeira Branca.

O detalhe está em uma das ilustrações de Baynes para O Sobrinho do Mago. Quando Digory e Polly chegam a Charn, o mundo destruído governado por Jadis, encontram diversos símbolos e imagens de antigas criaturas. Entre elas, há uma figura que apresenta semelhanças impressionantes com a representação de Tash feita pela própria Baynes em A Última Batalha.

A semelhança deu origem a uma teoria: Tash poderia ter sido uma entidade conhecida e adorada em Charn muito antes de aparecer em Nárnia. Idealizada inicialmente no Tumblr, a análise é feita com base num comparativo entre elementos culturais de Charn e do Império Carlomeno. O usuário compara as vestimentas calormenas às árabes ou persas, enquanto as vestimentas atribuídas a Tash se aproximam mais de um visual babilônico ou inca.

Nos livros, Lewis nunca explica de onde Tash veio. Ele é mencionado anteriormente em O Cavalo e Seu Menino, mas só se manifesta fisicamente em A Última Batalha. Ali, surge como uma criatura monstruosa, associada aos calormenos e aos sacrifícios realizados em seu nome. 

A teoria vai ainda mais longe. Alguns fãs especulam que Tash poderia ter tido uma ligação com Jadis e até mesmo com o chamado Deplorável Verbo, a palavra utilizada pela rainha para destruir toda a vida de Charn. Jadis menciona ter pago um grande preço para obter esse poder, mas Lewis nunca explica qual foi esse preço.

Se Tash realmente estivesse ligado a Jadis, seria possível interpretar que a entidade chegou a Nárnia junto com ela. Quando Aslan diz que Digory trouxe o mal para aquele novo mundo, a frase tradicionalmente é entendida como uma referência à própria Jadis. Mas, dentro dessa teoria, Tash também poderia ser incluído nessa afirmação.

Isso criaria um paralelo ainda mais profundo entre os dois personagens. Enquanto Aslan representa o bem, a criação e a redenção — sendo, para Lewis, uma representação “cristã” em outro mundo — Tash representaria uma força oposta, ligada à destruição e à corrupção.

É importante destacar que nada disso foi confirmado por Lewis. A identificação da figura na ilustração com Tash é uma interpretação de fãs, e não um elemento estabelecido do cânone.

Ainda assim, a possibilidade que este não seja apenas o vilão que surge no fim da história, mas uma presença muito mais antiga, cuja origem pode estar escondida nas ruínas de Charn é no mínimo intrigante.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *