Longa de Jane Schoenbrun mistura terror, desejo e identidade em uma história que revisita os códigos do cinema slasher
O terror independente Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte chegou ao catálogo da MUBI em 2 de outubro, ampliando as opções para quem busca filmes de horror durante a temporada de Halloween. Dirigido por Jane Schoenbrun, o longa combina elementos do slasher com uma narrativa marcada por obsessão, desejo e conflitos de identidade.
A estreia faz parte dos lançamentos de outubro da plataforma, que também incluem títulos de diferentes épocas e gêneros. Para o mês do Halloween, a MUBI preparou ainda a coleção Do Anoitecer ao Amanhecer, com filmes de terror como Videodrome – A Síndrome do Vídeo, Dia dos Mortos, O Enigma de Outro Mundo e Rapture.
Com uma abordagem que foge das fórmulas mais tradicionais do gênero, Acampamento Miasma explora a relação entre cinema, fantasia e experiências pessoais. A produção também se destaca por colocar personagens queer no centro da história, em uma narrativa que mistura horror, comédia e erotismo.
Confira o trailer de Acampamento Miasma:
Acampamento Miasma explora os limites entre ficção e realidade
A trama acompanha uma jovem cineasta queer, interpretada por Hannah Einbinder, que recebe a missão de revitalizar a franquia de terror Camp Miasma. Para desenvolver o projeto, ela procura a atriz que estrelou o filme original, hoje reclusa e envolta em mistério, vivida por Gillian Anderson.
O encontro entre as duas leva a história para um território em que desejo, medo e delírio começam a se misturar. Ao revisitar os códigos do slasher, Jane Schoenbrun também aborda a relação entre quem cria histórias e quem se identifica com elas, explorando como imagens e narrativas podem influenciar a percepção de si e do mundo.
Além de Einbinder e Anderson, o elenco inclui nomes como Jack Haven e Amanda Fix. Schoenbrun assina a direção e o roteiro, retomando temas relacionados à identidade e à experiência queer que também aparecem em seu trabalho anterior, Eu Vi o Brilho da TV.
A presença de produções como Acampamento Miasma acompanha uma maior visibilidade de histórias LGBTQIAP+ no cinema de gênero. Em vez de tratar a identidade queer apenas como elemento secundário, o filme a coloca no centro de uma narrativa que utiliza convenções do terror para explorar pertencimento, desejo e transformação. Essa combinação amplia as possibilidades do slasher e mostra como o gênero pode servir a perspectivas diferentes das fórmulas mais conhecidas do horror comercial.