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Castlevania: Belmont’s Curse quase virou um soulslike durante o desenvolvimento

Castlevania: Belmont’s Curse chegou na quinta-feira (15) para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC. É o primeiro Castlevania inédito em 12 anos, e a Konami o fez em parceria com a Evil Empire, estúdio por trás de Dead Cells. O jogo que chegou às lojas, porém, não é o mesmo das primeiras versões. Em entrevista ao PCGamesN, Ben Laulan, head of business do estúdio, contou que o projeto passou por uma fase bem mais próxima de Dark Souls do que de Symphony of the Night.

Um Castlevania com a assinatura da Evil Empire

Laulan e Thomas Pfeiffer, também da Evil Empire, afirmam que Belmont’s Curse é um jogo do estúdio. A atmosfera da série da Konami aparece logo de cara, mas as características da produtora também ficam evidentes. A mistura é proposital, já que a própria Konami disse à Evil Empire que não queria mais do mesmo e preferia uma proposta nova. Esse pedido levou a equipe a testar várias ideias de design durante a produção, que começou em 2022.

A versão lenta que não parecia Castlevania

Segundo Laulan, a equipe chegou a ter versões bem mais lentas do jogo, com atmosfera e combate na linha de Dark Souls. O combate era mais pesado e o ritmo, mais arrastado. Depois de jogar essas builds, o estúdio concluiu que aquilo não era Castlevania. Nas palavras dele, o jogo estava “lento demais, intenso demais e difícil demais”.

Então a Evil Empire acelerou tudo. A versão seguinte ficou rápida demais e lembrava Dead Cells mais do que Castlevania, além de a exploração não ter o peso que a série exige. O estúdio conhece bem esse território, porque fez a expansão Return to Castlevania para Dead Cells em 2023. A Motion Twin, criadora do roguelite, participa de Belmont’s Curse como consultora.

O meio termo e a recepção no lançamento

A Evil Empire diz ter encontrado um equilíbrio entre os dois extremos. O jogo respeita a base de Castlevania e dá espaço à exploração, mas tem ritmo moderno e boa resposta ao pegar no controle. Rose Belmont, filha de Trevor Belmont e Sypha Belnades, comanda a aventura numa Paris tomada por monstros em 1499. Ainda sobrou algo do desafio das fases anteriores, e as prévias da imprensa já destacavam o combate difícil e os modificadores de dificuldade.

A crítica recebeu bem o resultado. O jogo soma 84 no Metacritic, e a GamesRadar deu 4 de 5 estrelas na análise. Entre os jogadores, porém, a história é outra. A aprovação na Steam está em 66%, com muitas reclamações de quem não consegue iniciar o jogo, de controles que não são reconhecidos e de problemas na localização dos textos.

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