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Dystopicon

Dystopicon: simulador de vida distópico lança em julho na Steam

No dia 27 de julho, será lançado o Dystopicon, jogo de simulação de vida com teor satírico e distópico desenvolvido pela Palitroque. O título ficará disponível na Steam por R$26,49 com desconto de 15% nas duas primeiras semanas. Além disso, contará com localização para português brasileiro.

O jogo se passa em um mundo retrofuturista onde os robôs substituíram os humanos no trabalho. Você é um cidadão de Classe 2 que recebe uma nova moradia do governo e tem uma tarefa simples: assistir à TV para ganhar seu salário e, com ele, comprar os serviços que considerar convenientes para sobreviver e se divertir. Você vai escolher ser um cidadão leal ou um rebelde contra o sistema à medida que avança por diferentes cenários, descobrindo mais sobre como o mundo funciona. As ações do jogador podem levar a 14 finais possíveis.

O desenvolvimento de Dystopicon

O projeto começou em 2018 de forma bem modesta, liderado por Juan Felipe Molina, com um protótipo no itch.io e recursos de terceiros da Unity Asset Store. Ao longo de cerca de 12 meses, ele ampliou a história e a mecânica do jogo, testando o que funcionava e o que não funcionava. Essa primeira versão alcançou a marca de 12.000 downloads.

Por muitos anos, ele recebeu comentários muito positivos sobre o jogo e parecia que as pessoas estavam gostando, mas não tinha tempo suficiente para se dedicar a ele profissionalmente. Em novembro de 2025, Juan Felipe deixou seu emprego e decidiu lançar profissionalmente o Dystopicon no Steam.

Sempre adorei histórias distópicas e sou um grande admirador dos grandes clássicos, especialmente das obras de Philip K. Dick. Em seu romance Ubik, o protagonista precisa inserir uma moeda em diversos aparelhos domésticos para poder usá-los, e essa ideia me agradou muito.

Eu precisava de outra mecânica que justificasse por que o jogador ganharia dinheiro, e comecei a pensar na televisão e nas redes sociais, e em como elas mantêm as pessoas grudadas nas telas. Qual seria o próximo passo? Que você fosse pago para fazer exatamente isso!

Assim que tive esses dois elementos (ser pago para assistir à TV e usar esse dinheiro para comprar serviços), comecei a criar o resto do jogo.

Por fim, concluí o protótipo com um ciclo de jogo de 28 dias, no qual o jogador precisava sobreviver assistindo à televisão e lendo os boletins diários enviados pelo governo.

Então veio a pandemia e as pessoas ficaram confinadas em casa, olhando para telas e, em muitos casos, recebendo apoio do governo para enfrentar a situação.””Juan Felipe Molina (Diretor do jogo e Desenvolvedor Principal)

As mecânicas já haviam sido minuciosamente testadas, a história funcionava, mas os modelos 3D careciam de personalidade. Por isso, Juan Felipe contratou Xenia Almela, uma artista 3D que conferiu ao jogo a identidade visual e a personalidade que ele tem hoje. Além disso, Mario Alba, um artista 2D que havia criado uma série de quadrinhos para o jogo original, aceitou criar muitos outros para a versão final.

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