Liana Ruppert, ex-gerente de comunidade da Bungie, respondeu fãs de Destiny 2 preocupados com o futuro da franquia em rede social. Ao contrário do que muitos consumidores passaram a acreditar, Liana atribuiu a culpa pelo fim do título à ganância dos CEOs e não à Marathon. “Eu tenho alertado por três anos e tudo que consegui foi entrar para a lista negra [pelo antigo CEO Pete Parsons]”, desabafou. Ela ainda disse que muito dinheiro não foi para Destiny, mas para os bolsos das lideranças.
Após passar por demissões em 2023 e 2024, a Sony divulgou em maio deste ano que a Bungie teria gerado um prejuízo de 565 milhões de dólares, quase R$ 3 bilhões na cotação atual. Agora, o estúdio vale menos do que foi pago pela aquisição dele em 2022. Destiny 2 receberá sua atualização final de conteúdo em 9 de junho, intitulada Monumento do Triunfo. Ano que vem, o jogo completaria dez anos de atividade.
O ex-CEO foi sucedido por Justin Truman, mas, segundo Ruppert, “a influência ainda está lá e leva muito tempo para arrancar, infelizmente, o câncer foi profundo”. Ela também sugeriu aos jogadores que sejam tão barulhentos com o que amam quanto o são com as frustrações.
Em 5 de março, a Bungie lançou o novo multijogador de tiro Marathon. Estudo da Alinea Analystics apontou que o jogo teria vendido 1.2 milhões de cópias até o momento e 70% do público estaria na Steam. Embora muitos estúdios sonhem em atingir esses números, a performance foi considerada baixa para a segunda propriedade intelectual (IP) criada pela Bungie em 12 anos. No Opencritic, 81 foi a média dos veículos e 72% deles o recomendaram.
Confira o trailer da recém-anunciada temporada 2 de Marathon aqui. Fique de olho na Black e acompanhe tudo sobre a indústria dos jogos eletrônicos.