A Ubisoft não trouxe boas notícias para seus investidores. No dia 20 de maio, a companhia de Yves Guillemot anunciou os resultados financeiros mais recentes. Apesar da receita contratual de 1.525 milhões de euros, os números representam queda de 17,4% em relação ao ano anterior. A empresa registrou um prejuízo operacional de 1.322 milhões de euros.
A previsão de que o fluxo de caixa voltaria a ser positivo somente entre 2027 e 2028 não agradou o mercado financeiro. As ações da Ubisoft, cotadas a € 5,33 às 17hrs do dia 20, amanheceram a € 3,92 no dia seguinte. Na tarde do dia 22, o preço já havia se recuperado a € 5,47. Em 2018, os valores atingiram quase € 100 por ação, mas seguem em queda desde então.
Guillemot é CEO da Ubisoft desde que a fundou em 1986. Nos últimos anos, a companhia enfrentou problemas de recepção e desenvolvimento de jogos. O ambiente de trabalho não colaborou para levantar a imagem pública, já que três ex-executivos foram condenados por assédio sexual, moral e racial.
O lado positivo
Ainda assim, as franquias da Ubisoft apresentaram consolidação de mercado. Tom Clancy’s Rainbow Six Siege teve mais de 10 milhões de usuários ativos em março de 2026. O jogo e a franquia Assassin’s Creed contém mais de 30 milhões de jogadores anuais cada um.
Em 2025, a Ubisoft fechou contrato com a Tencent para a criação da Vantage Studios, uma subsidiária com foco em administrar as marcas e receber retorno dos jogadores. A participação financeira da Tencent nesse estúdio é estimada em 25%, com uma injeção inicial de € 1,16 bilhões. “Nós acreditamos ter ativos e marcas para retornar ao crescimento lucrativo, geração de fluxo de caixa robusta e uma estrutura de capital fortalecida”, declarou Guillemot.
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