Após quase dois anos do lançamento do PS5 Pro, a Sony anunciou nesta semana uma versão do PSSR (Playstation Spectral Super Resolution) para o PS5 base/Slim. A tecnologia de upscale por IA era até então exclusiva do PS5 Pro, o QSSR.
Agora, os donos dos consoles base poderão aproveitar o QSSR (Quick Spectral Super Resolution), uma aplicação com conceito similar, mas voltada para os PS5 com menos poder gráfico.
Como funciona o QSSR?
Assim como o PSSR, versão original da tecnologia, o QSSR usa IA para fazer o upscale dos games com maior nível de detalhe e estabilidade.
Segundo o post da Sony, isso é possível por meio de uma arquitetura de rede neural e implementações que maximizam a performance do console. Todas as funcionalidades são parte do “Projeto Ametista”, em colaboração com a AMD.
A empresa deixa claro que, naturalmente, a qualidade do QSSR não atingirá o padrão do PSSR por causa das limitações de processamento do PS5 base, mas aponta que ela fará, sim, diferença nos games em que for implementada.
Dois jogos já receberam a atualização para funcionar com o QSSR: Marvel’s Wolverine e Ghost of Yōtei, cujos patches foram disponibilizados junto com o pacote de melhorias para o console. A Sony deixa claro que a tecnologia estará liberada para todos os desenvolvedores, e que espera ver uma adesão potencial em um futuro próximo.
Mike Fitzgerald, Head de Tech da Insomniac Games, reforçou sua empolgação com o fato do último título da desenvolvedora, Marvel’s Wolverine, ter sido um dos primeiros a receber suporte para o QSSR: “A tecnologia adiciona mais clareza a nível de pixel e estabilidade para os ambientes, trazendo ainda mais detalhes às áreas presentes na jornada épica de Logan. É a companha perfeita para o lançamento do game, e entrega um gostinho da experiência do PS5 Pro para quem usa o console base.”
De acordo com os testes preliminares da Digital Foundry, a performance do QSSR ainda é modesta se comparada à da tecnologia do PS5 Pro, principalmente por causa do hardware dedicado ao machine learning presente na versão mais cara do console.
Isso, em resumo, significa que os desenvolvedores terão que tomar cuidado com a resolução dos games que usam a funcionalidade no console base, pois dificilmente a performance será boa em 4K, como é o caso do PSSR
A vantagem, segundo o engenheiro de pesquisa e desenvolvimento gráfico da Sony Daniel Craig, é que para jogos que já funcionam com o PSSR, é muito simples de implementar o QSSR em poucos dias de trabalho.
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